Mundo
ap26122371681861

A proposta apresentada pelo Irã e rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previa reabrir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval à região. Segundo informou uma alta autoridade iraniana neste sábado (2), o plano sugeria o fim das hostilidades imediatas, deixando as discussões sobre o programa nuclear para uma etapa posterior.

Em resumo, o plano estabelecia que:

a guerra terminaria com garantias de que Israel e EUA não atacariam o país novamente;

o Irã abriria o Estreito de Ormuz imediatamente;

os Estados Unidos encerrariam o bloqueio aos portos iranianos;

as discussões sobre restrições ao programa nuclear seriam realizadas em uma fase posterior, em troca do fim das sanções econômicas.
 
O impasse diplomático ocorre quatro semanas após os Estados Unidos e Israel suspenderem uma campanha de bombardeios contra o Irã. Até o momento, não houve acordo para encerrar o conflito que já provocou a maior interrupção na história do fornecimento global de energia.

Há mais de dois meses, o Irã bloqueia quase todo o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a circulação de suas próprias embarcações. Em represália, no mês passado, o governo americano impôs seu próprio bloqueio a navios que partem de portos iranianos.

Na sexta-feira (1º), Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que "não está satisfeito" com a última oferta de Teerã, embora não tenha detalhado quais pontos específicos rejeita. "Eles estão pedindo coisas que eu não posso aceitar", afirmou.

Condição americana

Washington mantém a postura de que não encerrará a guerra sem um acordo que garanta que o Irã nunca obterá uma arma nuclear — o principal motivo alegado por Trump ao lançar os ataques em fevereiro. O Irã, por sua vez, reitera que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Sob condição de anonimato, uma autoridade iraniana afirmou à Reuters que o governo acredita que a proposta de "fatiar" o acordo — separando a crise marítima da questão nuclear — seria um passo significativo para facilitar o entendimento.

"Neste modelo, as negociações sobre a questão nuclear, que é mais complexa, seriam movidas para a etapa final para criar uma atmosfera mais favorável", explicou o oficial. O novo cronograma teria sido enviado formalmente aos Estados Unidos através de mediadores internacionais.

G1
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"