
Rastrear a origem do pescado pode ser uma estratégia importante no combate aos casos de contaminação por ciguatera. É o que garante a coordenadora do Laboratório de Microalgas Marinhas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), a professora Sílvia Nascimento.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados com toxinas produzidas por microalgas que se proliferam em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas variam de enjoos a neurológicos. Não há tratamento específico para a ciguatera.
"Para gerenciar a ciguatera é muito importante fazer o rastreamento do pescado. Ou seja, é muito importante a gente saber onde os peixes que contêm ciguatoxinas, as toxinas produzidas pelo gambierdiscus, foram pescados. De qual pesqueiro. Porque é possível que haja alguns locais onde tenha mais peixes com toxinas do que outros locais", explicou a professora.
Na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) confirmou a notificação de mais cinco casos de ciguatera - todos ocorridos em uma mesma família.