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A investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público, que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra, apontou que uma mulher investigada por ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) recebeu Bolsa Família entre 2013 e 2017. No mesmo período, a empresa da família dela movimentou R$ 20,2 milhões, segundo a polícia.

A operação, chamada Vérnix, começou há sete anos após a apreensão de bilhetes do PCC na Penitenciária II de Presidente Venceslau, onde estão presos integrantes da alta cúpula da facção.

Também foram alvo da operação Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de parentes dele e operadores financeiros do grupo criminoso.
 
Segundo a investigação, Elidiane Saldanha Lopes Lemos e o marido, Ciro Cesar Lemos, são apontados como responsáveis pela Lado a Lado Transportes, empresa identificada pela polícia como peça central do esquema de lavagem de dinheiro investigado. A transportadora está sediada, justamente, ao lado do presídio de Presidente Venceslau.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que “os denunciados mantinham estreita relação com o Primeiro Comando da Capital, com utilização da referida empresa para o branqueamento de capitais”.

A investigação aponta ainda que a empresa apresentava movimentações incompatíveis com os dados declarados aos órgãos oficiais. Em 2018, por exemplo, a transportadora informou que não realizou qualquer atividade operacional, financeira ou patrimonial. Apesar disso, segundo a análise bancária feita pela polícia, a empresa continuou movimentando recursos milionários.
 
Os investigadores também identificaram um crescimento patrimonial considerado suspeito.

Conforme a denúncia do MP, a empresa foi aberta em 2015 com capital social de R$ 300 mil.

Depois, o valor passou para R$ 1,8 milhão e chegou a R$ 3,61 milhões em outubro de 2019.

Ainda de acordo com a polícia, a transportadora possuía, em novembro daquele ano, uma frota de 56 veículos, incluindo caminhões, semirreboques, SUV, veículos utilitários e automóveis de passeio. Desse total, 20 veículos eram novos.

Em maio de 2020, Elidiane deixou formalmente a sociedade da empresa, e as cotas passaram integralmente para Ciro, segundo a investigação.
 
O relatório também destaca que Ciro trabalhava como pedreiro e possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, associação criminosa e lesão corporal na direção de veículo automotor. Os registros são de 1996, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2017.

A polícia afirma ainda que o casal mantinha um padrão de vida incompatível com os rendimentos declarados no Imposto de Renda e com os vínculos empregatícios registrados no Ministério do Trabalho.
 
Segundo o relatório, eles realizaram viagens internacionais para os Estados Unidos — incluindo Orlando e Miami — e para a Espanha entre 2018 e 2020.

A investigação menciona ainda que Elidiane divulgava nas redes sociais serviços de micropigmentação no Paraguai. Para os investigadores, o fato chamou atenção por o país possuir fronteira seca com o Brasil, rota historicamente utilizada para entrada de drogas.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"