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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã. A ofensiva deve incluir ataques de maior escala do que os realizados durante a Operação Epic Fury, disse em envista ao site Axios.

"Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou.
 
 Em 28 de fevereiro, os EUA lançaram a campanha militar Epic Fury (Fúria Épica, em inglês), em conjunto com o Israel. A ofensiva focou na destruição de mísseis, neutralização da marinha iraniana e eliminação do programa nuclear do país. A operação se encerrou após um cessar-fogo em abril

Trump afirmou ainda que Israel participaria da operação "em dois minutos" se fosse solicitado, mas disse que os Estados Unidos não precisariam do apoio de outros países. Ele também indicou que a entrada de Israel no conflito poderia provocar uma retaliação iraniana.

O presidente voltou a dizer que o Irã quer negociar, mas afirmou que Teerã ainda não está disposto a aceitar um acordo.

A fala acontece em meio a um acirramento nos conflitos entre os dois países. Na última quarta-feira (22), Trump compareceu à cerimônia de repatriação dos corpos dos militares americanos mortos na guerra. Ao todo, o conflito já custou pelo menos US$ 37,5 bilhões aos cofres públicos dos EUA e resultou na morte de 18 militares americanos e feriu mais de 450 soldados.

Na segunda-feira (20), o republicano já havia aumentado o tom das ameaças ao regime iraniano e disse que Teerã vai pagar "muitas vezes mais" por todos os combatentes americanos que forem mortos.
 
Os EUA têm vivido alguns de seus dias mais sangrentos na guerra contra o Irã desde o último fim de semana, quando dois ataques separados deixaram três militares mortos e um desaparecido no Oriente Médio.

A escalada militar entre Estados Unidos e Irã já vem se estendendo por duas semanas, desde o fim do cessar-fogo. O aumento das tensões elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril.

Novos frontes
 
Na última quarta, o grupo extremista dos Houthis atacou dois navios comerciais sauditas no Mar Vermelho, o que marcou a retomada das agressões do grupo extremista contra embarcações na região. Antes disso, o grupo havia forçado desvios de rota de outros navios que carregavam petróleo da Arábia Saudita.

Trump, ameaçou os Houthis nesta quinta e prometeu uma "punição militar severa" ao grupo e também ao Irã caso os extremistas não parem com as ofensivas em embarcações na região.

"Há um ano, os Estados Unidos atacaram com grande força os Houthis, por sua interferência no comércio ao atirarem contra navios. Desde então, e durante nosso conflito com o Irã, eles têm agido de forma muito responsável. Infelizmente, agora estão voltando, tendo disparado contra dois navios da Arábia Saudita na noite passada. Se fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã e uma punição militar severa será imposta a Teerã e, naturalmente, aos próprios Houthis", afirmou Trump em publicação nas redes sociais.
 
Na última segunda-feira (20), os houthis anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita. O grupo também vem ameaçando fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, a segunda maior rota de exportação de petróleo do Oriente Médio.

Os houthis são um grupo extremista de uma minoria étnica do norte do Iêmen fundando na década de 1990 e que passou a controlar a capital, Sanaa, em 2014, desencadeando uma guerra civil no país. O grupo é apoiado pelo Irã, embora Teerã negue fornecer controle direto. Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em 2023, os houthis intensificaram ataques contra navios no Mar Vermelho e lançaram mísseis e drones contra Israel, alegando agir em apoio aos palestinos.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"