Brasil
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O governo Lula atuou junto a líderes da federação União Progressista para que ela optasse pela neutralidade pelo menos no primeiro turno da eleição presidencial, não fazendo aliança com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL).

Interlocutores do presidente Lula afirmam que o pedido de independência foi feito em duas frentes: pelo ministro da articulação política, José Guimarães, e pelo presidente do PT, Edinho Silva.

Guimarães, que foi líder do governo na Câmara e é conhecido por ter bom trânsito com o Centrão, atuou junto aos líderes do PP, Doutor Luizinho (PP-RJ), e do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (União-MA). Já Edinho manteve conversas com os presidentes dos partidos.
 
O próprio presidente Lula também conversou com líderes dos dois partidos, que até pouco tempo tinham ministros no governo petista, para evitar que eles apoiassem Flávio Bolsonaro, o que lhe garantiria mais verba e tempo de TV e rádio.

Na pauta, a importância da neutralidade para reforçar palanques regionais da federação que apoiam o presidente Lula, principalmente no Nordeste. Além disso, os emissários trataram também da boa relação que os partidos têm com o governo, com direito a espaço em ministérios.

A priorização dos palanques regionais foi um dos argumentos usados pelo PP e pelo União para definir a neutralidade.
 
Ao se manter independente, os partidos conseguem concentrar o Fundo Eleitoral para as disputas estaduais, principalmente para a Câmara dos Deputados — onde o PP tradicionalmente tem bastante influência na escolha dos presidentes.

A manobra ajudou a campanha de Lula. A federação União-PP tem o maior tempo de rádio e TV entre os partidos políticos. Ao não apoiar nenhum candidato, a divisão do tempo é refeita sem levar em conta o tamanho da federação. E, proporcionalmente, o PT ficará com mais tempo de programa eleitoral. Flávio Bolsonaro, por outro lado, sem a federação perde tempo de TV.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"