Saúde
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O bebê que nasceu no domingo (26) em Fernando de Noronha foi transferido na madrugada desta segunda-feira (27) para o Recife em uma UTI aérea, após apresentar uma intercorrência clínica.

Segundo a Administração da Ilha, o recém-nascido foi transportado com acompanhamento de uma equipe médica especializada para garantir a continuidade do atendimento durante o deslocamento.

A mãe, de 26 anos, também será levada para o Recife em um voo comercial nesta segunda-feira (27). Em Noronha, os partos são proibidos. A gestante deu entrada no Hospital São Lucas sem informar que estava grávida, mas já tinha 41 semanas de gestação e entrou em trabalho de parto na unidade de saúde.

De acordo com o governo local, a aeronave de salvamento tinha capacidade apenas para a equipe médica e a criança. Por isso, a mãe não pôde embarcar e permaneceu na ilha até a saída do voo comercial para a capital pernambucana.

O recém-nascido está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Maria Lucinda, no Recife. A Administração da Ilha informou que a criança apresenta quadro clínico estável e segue recebendo atendimento especializado.

O nome da mãe não foi divulgado. A reportagem do g1 esteve no hospital, mas a mulher preferiu não conceder entrevista. A paciente é moradora temporária de Fernando de Noronha e trabalha em uma pousada.

Proibição de partos
 
Desde 2004 os partos foram proibidos na ilha. Fernando de Noronha conta apenas com o Hospital São Lucas, de média complexidade. Noronha não tem maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o Governo de Pernambuco, o Ministério da Saúde determina que os partos sejam realizados apenas em maternidades com equipes especializadas.

Por esse motivo, as gestantes precisam deixar Noronha ao completar 28 semanas de gravidez. A Administração da Ilha paga as passagens e a hospedagem no continente até o nascimento da criança.

Últimos partos
 
O governo não informou quando ocorreu o último nascimento de um morador na ilha. Levantamento do g1 mostra que o último parto registrado em Fernando de Noronha aconteceu em 2021, quando uma turista deu à luz.
 
Antes disso, o outro parto havia sido registrado em 2018, após 12 anos sem nascimentos na ilha. Na ocasião, a camareira Jamylla Gomes Ribeiro da Silva, de 22 anos, teve uma filha.

Polêmica e documentário
 
A proibição de partos em Fernando de Noronha divide opiniões. Moradoras questionam o direito de terem os filhos na ilha. O tema abordado no documentário "Proibido Nascer no Paraíso", lançado em 2021.

O filme, dirigido por Joana Nin, reúne depoimentos de mães, principalmente moradoras de Fernando de Noronha, que defendem o direito de fazer o parto na ilha.

Em maio de 2020, a empresária Alyne Dias Luna foi levada ao Aeroporto de Fernando de Noronha por policiais após se recusar a deixar a ilha para dar à luz. Ela afirmou que temia contrair Covid-19 durante a viagem e, por isso, queria ter a filha em Noronha.

Mesmo sem o consentimento da gestante, o governo de Pernambuco fretou uma aeronave para transferi-la ao Recife, onde o parto foi realizado.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"