Economia
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O Rio Grande do Norte ocupa a 2ª posição entre os estados do Nordeste com maior queda nos vínculos formais de trabalho doméstico nos últimos dez anos. No período, a redução registrada no Estado foi de 12,5%, deixando o RN atrás apenas de Sergipe (12,6%). Em 2015, o Estado tinha 19.845 trabalhadores domésticos formais, enquanto que em 2024 esse total caiu para 17.364.

A queda teve maior impacto entre as mulheres, que lideram o grupo, representando 87% dos vínculos contabilizados no ano passado. Em 2015, 17.553 mulheres apresentavam vínculos formais no setor doméstico, enquanto em 2024 esse número baixou para 15.163, representando uma redução de 13,6%.

Os dados inéditos são do eSocial Doméstico, levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e apontam para uma redução nacional nos vínculos empregatícios no setor doméstico. Em todo o país, a queda no número de vínculos formais foi de 18,1%, passando de 1,6 milhão para 1,3 milhão. Com exceção de Roraima, Tocantins e Mato Grosso, todos os estados apresentaram diminuição nos últimos dez anos, com destaque para o Rio Grande do Sul (-27,1%), Rio de Janeiro (-26,1%) e São Paulo (-21,7%).

A professora Luana Myrrha, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realiza pesquisas no campo do mercado de trabalho e esclarece que a redução nos vínculos é consequência de uma série de fatores, entre eles a conjuntura econômica do país, que diminuiu a capacidade financeira das famílias para contratarem trabalhadores domésticos. Além disso, ela cita ainda as mudanças de comportamento trazidas pela pandemia da covid-19. Neste último caso, as pessoas começaram a substituir o serviço doméstico mensal pela contratação de diaristas.

Como consequência desse cenário, a docente aponta que há um aumento da informalidade no serviço doméstico. Entre as mulheres – que são maioria no setor – houve uma queda significativa de 1,4 milhão para 1,1 milhão de vínculos formais na última década no país.
Luana Myrrha explica que a maior presença de mulheres nos serviços domiciliares tem origem histórica, com raízes na abolição da escravidão no Brasil. Isso porque, nesse período, as mulheres libertas começaram a realizar atividades domésticas em troca de meios de subsistência, como moradia e comida. É também esse fator que pode explicar a maior quantidade de mulheres negras e pardas nesse campo do trabalho, representando 9.272 dos 15.163 vínculos formais em 2024 no Rio Grande do Norte.

 

Tribuna do Norte
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"