Eleições
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Como candidata a deputada federal em 2022 pelo PSB, Thabatta Pimenta obteve 40 mil votos, mas não conseguiu chegar à Câmara dos Deputados. Em 2024, pelo PSOL, foi eleita vereadora de Natal com 7.085 votos. Agora, projeta a possibilidade de novos voos na eleição de 2026. Está à disposição de qualquer cargo, mas afirma que “não descarta” e que “é para valer”, a pré-candidatura ao Governo do RN. Ela falou sobre o assunto no Programa 12 em Ponto, da 98 FM.

“Sou pré-candidata em 2026, só que eu ainda não sei a que. Não descarto, inclusive, uma candidatura ao governo do estado”, afirmou.

Thabatta contou que as conversas internas no PSOL ainda estão no início e que há diferenças entre as correntes internas do partido. Ela pertence à Primavera Socialista, tendência de atuação nacional, enquanto a direção estadual é composta por outra corrente. “A gente está entrando nas conversas sobre a chapa, inclusive. Eu estou na corrente que é a corrente nacional, que é a Primavera Socialista. Aqui é outra corrente, mas o PSOL hoje é o meu partido”, disse. Ao Diário do RN, ela afirmou que já levou a conversa ao diretório municipal.

Apesar do foco atual no mandato em Natal, Thabatta também cogita a possibilidade de disputar à Câmara dos Deputados. “A Câmara Federal também é um caminho, porque a nossa comunidade trans, por exemplo, nós queremos, nós estamos articuladas e queremos fazer uma bancada trans no Congresso”, disse.

Ela destacou que foi convidada pelo próprio presidente Lula para a disputa pelo PT. “Lula me chamou. Lula me convidou para ser deputada federal do PT. Quando esteve aqui as duas vezes, uma foi quando fomos para Oiticica”.

Thabatta também mencionou a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e disse estar de olho em possíveis nomes para dobradinha. “Tem nomes muito bons. Ivan Baron está querendo se colocar. Eu também não tiro a ideia de ir para Assembleia. Eu estou dizendo que estou analisando, vou continuar meu trabalho. Está sendo muito foco em Natal”, afirma.

PT

A vereadora comentou ainda as articulações nacionais envolvendo o PSOL e a possível federação com o PT. “Eu não estou conversando com nenhum partido. Ninguém veio a mim, até porque, quando vêm, eu digo que não quero conversar, porque o PSOL também está fazendo, pautando isso nacionalmente. Tem a possibilidade hoje do PSOL ter uma federação com o Partido dos Trabalhadores. Então, isso é um debate ainda muito grande”, disse.

Sobre essa eventual aliança com o PT e a possibilidade de isso inviabilizar sua candidatura ao governo, respondeu: “É. Mas, se não [acontecer a federação], o PSOL sempre tem candidatura própria. Por que não?”.

Dentro destas possibilidades, foi questionada se aceitaria compor como vice na chapa de Cadu Xavier, pré-candidato do sistema governista ao Governo do Estado. Ela respondeu: “Eu não conheço Cadu. Inclusive, hoje, os meus únicos votos que eu tenho certeza que eu vou votar: o presidente Lula, indo para reeleição, e a senadora Zenaide Maia”.

Entretanto, citou a falta de diálogo com as lideranças petistas locais, enquanto aliados. Enfatizou que só teve contato com Cadu Xavier uma vez, na ocasião em que esteve com o presidente Lula.

Sobre a governadora Fátima Bezerra, Thabatta adotou cautela. “As pessoas que me conhecem dentro da política sabem que eu não passo pano para ninguém. Eu já tive meus embates com o PT, com a esquerda, com a direita. Votei na governadora, não sei se ela realmente… Eu acho que quem deveria ser candidata ao Senado era a Natália [Bonavides]”, afirmou.

A vereadora, que iniciou a carreira política em Carnaúba dos Dantas, reforçou que sua trajetória política não se limita a siglas. “Para além de partidos, eu sou as pessoas que precisam estar ali. As pessoas interioranas, as pessoas com deficiência, as pessoas LGBT”, afirmou.

Sandro Pimentel: “Discussão sequer chegou ao partido”
O presidente estadual do PSOL no Rio Grande do Norte, Sandro Pimentel, afirmou ao Diário do RN que a eventual candidatura de Thabatta Pimenta ao Governo do Estado não foi discutida internamente até o momento.

“Essa é uma discussão coletiva e que sequer chegou ao partido ainda, nem por ela e nem por nenhum outro. Pessoalmente, acho estranho que essa discussão comece pela imprensa e não pelo partido. Um erro grave”, disse.

Sandro ressaltou que qualquer filiado ou filiada pode se colocar como pré-candidato a qualquer cargo, mas frisou que a decisão final será tomada pelo partido: “Ela, eu ou qualquer outra pessoa filiada ao PSOL pode se postular a qualquer cargo, mas que a definição final é do partido.”

Diário do RN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"