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Com uma campanha ligeiramente superior, se comparados os desempenhos nas participações na Série D de 2024 e 2025, o América segue trilhando o caminho da classificação para a fase do mata-mata. Com 16 pontos ganhos — seis atrás do líder Santa Cruz-PE e a um do Central-PE, que se encontra na segunda colocação —, o clube objetiva “roubar” essa vice-liderança para ter a vantagem de trazer o segundo e decisivo jogo da próxima fase para a Arena das Dunas.

A campanha de 2025 do América, levando em consideração o mesmo número de partidas, é superior à de 2024 em quase todos os aspectos ofensivos e de pontuação. O grande desafio da equipe para o restante da competição é encontrar um maior equilíbrio defensivo, a fim de transformar a agressividade em resultados ainda mais consistentes.

Sai de cena o time pragmático e calculista do ano passado para dar lugar a uma versão mais vertical, agressiva e, por vezes, imprevisível. Os números, frios como sempre, confirmam a sensação de quem acompanha o Alvirrubro na arquibancada: este América atual é uma versão “turbinada”. Com mais pontos na tabela (16 contra 13), uma posição acima no grupo (3º contra 4º) e um ataque visivelmente mais letal, a equipe comandada por Moacir Júnior demonstra uma nova e clara identidade.

Se em 2024 a palavra de ordem parecia ser “pontuar”, em 2025 o lema é “vencer”. A prova mais contundente dessa metamorfose é a drástica redução no número de empates. As quatro igualdades que frearam a campanha anterior deram lugar a apenas um único empate este ano. O time trocou a segurança do ponto solitário pela busca incansável pelos três pontos, o que resultou em mais vitórias (cinco contra três). O ataque, com 15 gols marcados — quatro a mais que na temporada passada —, reflete essa mentalidade ofensiva. A equipe vem demonstrando, como ocorreu diante do Ferroviário-CE na última rodada, que não tem medo de se expor, que agride mais o adversário e que, por consequência, cria um clima de maior confiança para seu torcedor.

Porém, toda aposta alta carrega seus riscos. A mesma ousadia que rende vitórias importantes também vem cobrando um preço maior, na forma de mais derrotas — três, uma a mais que em 2024. A equipe de Moacir, que procura manter a mesma forma de atuar tanto dentro quanto fora de casa, em sua busca pelo gol, por vezes deixa espaços que os adversários têm aproveitado. E é aí que reside o grande “dilema” da versão 2025 do América: enquanto a mentalidade ofensiva foi completamente renovada, um velho fantasma defensivo continua a assombrar. A equipe sofreu os mesmos sete gols da campanha anterior, um sinal de que o crescimento do ataque não foi acompanhado por uma evolução na solidez da retaguarda. Para que a promissora campanha atual venha a se transformar em um acesso consolidado, o desafio é claro: encontrar a harmonia entre a nova bravura ofensiva e a necessária segurança defensiva.

Tribuna do Norte
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"