
Premiê israelense se reuniu com Trump na Casa Branca para debater o acordo de cessar-fogo em Gaza. Ele também anunciou ter recomendado o presidente dos EUA para receber o Prêmio Nobel da Paz.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste segunda-feira (7) que seu governo e de Donald Trump, dos EUA, estão buscando países que concordem em receber palestinos que vivem atualmente na Faixa de Gaza e seriam deslocados.
Netanyahu fez o anúncio durante reunião desta segunda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Na ocasião, Trump disse que há "ótima cooperação" por parte de países no Oriente Médio procurados por EUA e Israel, mas não especificou se algum deles havia aceitado a proposta.
O presidente de Israel afirmou que a parceria com Israel daria aos palestinos um "futuro melhor", sugerindo que os moradores de Gaza poderiam se mudar para países vizinhos.
"Se as pessoas quiserem ficar, podem ficar, mas se quiserem sair, devem poder sair", disse Netanyahu. "Estamos trabalhando em estreita colaboração com os Estados Unidos para encontrar países que busquem realizar o que sempre dizem, que querem dar aos palestinos um futuro melhor. Acho que estamos perto de encontrar vários países."
Esta não foi a primeira vez que ambos os líderes falaram sobre a ideia de deslocamento os mais de 2 milhões de moradores de Gaza. Desde Israel que voltou a atacar a Faixa de Gaza, Netanyahu vem mencionando planos de ocupar o território palestino.
No primeiro encontro os dois líderes desde a nova gestão do presidente dos EUA, em fevereiro, Trump afirmou também que os EUA pretendiam assumir o controle da Faixa de Gaza após o fim da guerra entre Israel e o Hamas. E disse que queria, inclusive, construir uma "riviera do Oriente Médio", com um complexo de resorts, no território.
Depois, em maio, Netanyahu também afirmou que pretende dominar toda a Faixa de Gaza.
A reunião desta segunda foi a terceira visita de Netanyahu a Washington desde que Trump voltou à presidência, em janeiro.