
A maioria dos brasileiros (59%) diz preferir que o Brasil seja mais próximo comercialmente dos EUA do que da China. O dado é de pesquisa PoderData, feita de 26 a 28 de julho de 2025.
O levantamento perguntou aos entrevistados com qual país eles achavam ser melhor o Brasil ter mais relações comerciais: EUA ou China. Só 32% defenderam que o país priorize as trocas com o país asiático. Outros 9% não souberam responder.
Desde o início do mandato de Donald Trump (Partido Republicano), as relações entre Brasil e EUA ficaram instáveis. Isso porque o chefe da Casa Branca ocupa o lado oposto do espectro político-ideológico do presidente brasileiro.
Trump é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Inclusive, impôs agora uma taxação sobre os produtos brasileiros com a justificativa de sancionar o país pelo tratamento que o Poder Judiciário dá ao ex-presidente no processo que ele responde por tentativa de golpe de Estado.
Lula, por sua vez, além de já ter feitos diversas críticas públicas ao republicano, em novembro de 2024, nas eleições norte-americanas, declarou torcer pela vitória de Kamala Harris (Partido Democrata), adversária de Trump, nas eleições norte-americanas de 2024.
Enquanto a relação com os EUA é fria e distante, no caso da China, a situação é bem diferente. O petista foi à China duas vezes desde que tomou posse, em janeiro de 2023. O presidente chinês também já foi recebido pelo brasileiro no Palácio do Alvorada.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 26 a 28 de julho de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 182 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Datafolha
Mais da metade dos brasileiros (57%) avalia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está errado ao pedir que o Judiciário brasileiro pare o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. Já 36% dos entrevistados afirmam que o americano está certo. Outros 7% não souberam opinar.
O Datafolha fez 2.004 entrevistas em 130 municípios entre os dias 29 e 30 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa informou que um dos motivos apontados por Trump ao anunciar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros é o julgamento de Bolsonaro. Os pesquisadores, então, questionaram se o presidente dos EUA estaria certo ou errado.
O levantamento mostra que, entre bolsonaristas, o resultado se inverte. Na parcela de eleitores do ex-presidente em 2022, dois terços (66%) avaliam que Trump está correto. Já 28% afirmam que ele está errado, e 6% não opinaram.
Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 82% dizem que Trump está errado, e 13% acham que está certo. Outros 5% disseram não saber.
O Datafolha também questionou se Bolsonaro está sendo perseguido e injustiçado pelo Judiciário brasileiro. Este foi um dos argumentos que Trump defendeu na carta anunciando o tarifaço contra o Brasil.
Neste caso, 50% dos brasileiros responderam que não. Já 45% avaliam que o ex-presidente está sendo perseguido e injustiçado, e 5% não opinaram.
O recorte de gênero mostra que a parcela de homens que veem Bolsonaro sendo perseguido é 48%, ante 41% de mulheres. Já na faixa de 16 a 24 anos, o índice é de 37%.
A segmentação por renda indica que 59% das pessoas entre cinco e dez salários mínimos avaliam que Bolsonaro sofre perseguição. A percepção cai para 42% entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos, e para 45% entre quem recebe entre dois e cinco salários.
Em março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista e tornou réus Bolsonaro e sete aliados por tentarem dar um golpe de estado. Eles respondem por cinco crimes, entre eles tentativa de Golpe e organização criminosa.
Sanção contra Moraes é reprovada em 60%
A repercussão digital sobre as sanções anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo brasileiro e o Judiciário do país foi majoritariamente negativa. É o que mostra a pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira, um dia após a gestão americana anunciar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e assinar uma ordem executiva que eleva a taxação contra produtos brasileiros para 50%.
A pesquisa mapeou 1,6 milhões de menções nas redes sociais sobre a operação recente da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a sanção contra Moares entre os dias 28 e 30 de julho. Em 60% das postagens, a abordagem era crítica às medidas de Trump, contra apenas 28% de defesa. Outras 12% são neutras, de teor noticioso.
Para a Quaest, a apropriação simbólica da Lei Magnitsky como ferramenta de validação externa da pauta bolsonarista mostra uma “tentativa de internacionalizar a disputa institucional brasileira, buscando legitimação fora das estruturas tradicionais do Judiciário e da imprensa nacional”.
O monitoramento da Quaest indica que o episódio “intensificou a polarização política nas redes, com maior engajamento entre públicos alinhados às posições bolsonaristas e opositoras ao governo”.
Óbvio, quem gosta de ditadura e comunismo é petista