Saúde
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Natália Bonavides e Daniel Valença haviam apontado duas supostas irregularidades: ausência de estudo prévio comprovando que o modelo de terceirização é vantajoso e falta de análise do projeto pelo Conselho Municipal de Saúde.

A Justiça do Rio Grande do Norte negou um pedido feito por parlamentares do PT para suspender o processo de terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Natal. O pedido havia sido feito pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença e foi negado pelo juiz Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho, da 6ª Vara da Fazenda Pública.

Natália Bonavides e Daniel Valença apontaram duas supostas irregularidades: ausência de estudo prévio comprovando que o modelo de terceirização é vantajoso e falta de análise do projeto pelo Conselho Municipal de Saúde. O juiz, porém, entendeu que os argumentos não justificam a interrupção do processo.

O juiz escreveu que atos administrativos possuem presunção de legalidade e que não foi demonstrada qualquer ilegalidade manifesta ou desvio de finalidade que justificasse a interrupção do processo. Francisco Seráphico destacou ainda que a interrupção do processo poderia causar prejuízo maior ao interesse público, considerando o cenário de sobrecarga da rede municipal de saúde.

Segundo a decisão, o modelo de terceirização de gestão de equipamentos de saúde através de Organizações Sociais de Saúde (OSS) é legal e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), desde que obedecidos os princípios da administração pública. Além disso, segundo o juiz, a lei não exige que o Conselho Municipal de Saúde aprove previamente decisões administrativas dessa natureza, embora assegure a participação da comunidade no acompanhamento das ações de saúde.

Entenda
No mês passado, a Prefeitura do Natal anunciou que vai terceirizar a administração das quatro UPAs do município: Satélite, Esperança, Potengi e Pajuçara. A partir de setembro, as UPAs serão administradas por Organizações Sociais de Saúde (OSS), que serão responsáveis por todo o funcionamento dos serviços, com equipes atuando 24 horas por dia, todos os dias da semana. Atualmente, a gestão das UPAs cabe à Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Os editais com as regras de escolha das entidades foram publicados no dia 14 de julho. A previsão é que os novos contratos tenham duração inicial de dois anos, com possibilidade de prorrogação por até dez anos. A troca de gestão está programada para ocorrer a partir de 15 de setembro.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, o modelo que será implementado a partir de setembro busca melhorar o atendimento de urgência e emergência da rede pública, com menor custo. Segundo o secretário, o objetivo da Prefeitura é oferecer um serviço mais eficiente, com menor despesa e maior resolutividade, a partir da atuação das OSSs selecionadas por edital. “Estamos gastando muito, entregando um serviço que não é satisfatório. Isso incomoda muito a gestão do prefeito Paulinho Freire”, disse o secretário, em entrevista à Rádio 94 FM.

De acordo com ele, as quatro UPAs de Natal — Cidade da Esperança, Cidade Satélite, Potengi e Pajuçara — realizam juntas cerca de 40 mil atendimentos por mês e custam, somadas, de R$ 9,5 milhões a R$ 10 milhões mensais.

A projeção da Prefeitura é economizar entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões por ano com a cogestão.

Agora RN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"