
País do chá aumentou consumo de café nos últimos tempos, mas ainda é um mercado limitado.
A China, maior parceira comercial do Brasil, está comprando muito mais café do que dez anos atrás, mas não tem o mesmo peso que os Estados Unidos para os exportadores.
Atingido pelo sobretaxa de 50% nas vendas para os EUA, o setor cafeeiro vê o país asiático como um cliente importante e promissor. Mas a prioridade, diante do tarifaço, ainda é negociar algum alívio com os norte-americanos.
O consumo do café disparou no país do chá na última década, e o Brasil conseguiu ampliar suas vendas para a China. Elas atingiram o auge em 2023, mas caíram no ano seguinte.
“O mercado da China não é como de outros, que já estão consolidados. Ele ainda está se estruturando. Então é normal que [a China] não compre os cafés com a mesma regularidade dos mercados tradicionais”, diz Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
“A gente sempre diz que, assim como o Brasil é insubstituível para os Estados Unidos, os Estados Unidos são insubstituíveis para o Brasil”, resume.