
Sem negociação, sessão da Câmara foi realizada sob ameaça de punição diante de ocupação bolsonarista.
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negam que ele tenha feito acordo com a oposição bolsonarista para pautar o projeto de lei da anistia e a PEC (proposta de emenda à Constituição) de fim do foro privilegiado.
A versão de que se teria avançado para um acordo foi propagada por lideranças bolsonaristas, após Hugo ter conseguido entrar no plenário e abrir a sessão na noite de quarta-feira (6), escoltado pela tropa de choque de líderes e outros parlamentares do Centrão.
Deputados que ficaram ao lado de Hugo ao longo de todo o dia relataram à CNN que não houve nenhuma negociação com o presidente da Casa. O único ponto que teria avançado foi o compromisso estabelecido pelo União Brasil e pelo PP de manterem uma obstrução regimental até discutir as duas pautas.
“Hugo não aceitou discutir nada enquanto não assumisse a Presidência”, disse à CNN um parlamentar da Mesa.
Interlocutores de Hugo, no entanto, foram claros nos recados à oposição de que não iriam bancar desrespeito à presidência da Casa.
Na obstrução regimental, podem ser apresentados requerimentos com o intuito de protelar as atividades em plenário. A estratégia é frequentemente utilizada pela oposição, independente do campo ideológico, mas não inclui a obstrução física do espaço.