
Projeto de lei leva o nome de mulher que foi vítima de 61 socos em um elevador em Natal no último mês. Matéria foi aprovada com unanimidade pelos vereadores.
A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou nesta quarta-feira (13) um projeto de lei ordinária que proíbe pessoas condenadas pelo crime de feminicídio, de forma tentada ou consumada, de assumirem cargos públicos no município.
O projeto leva o nome de Juliana Soares, que foi vítima de uma agressão do namorado Igor Eduardo Pereira Cabral em um elevador em Natal. Ela levou 61 socos e precisou passar por cirurgia para reconstrução do rosto após ter mútiplas fraturas no rosto e no maxilar.
Aprovado por unanimidade, o projeto segue para a sanção ou veto da prefeita Professora Nilda (Solidariedade).
O projeto foi apresentado inicialmente pelo vereador Michael Borges, mas foi solicitado que houvesse a assinatura coletiva pelo tema ter sensibilizado todos os mandatos da Casa Legislativa.
“Essa lei que leva o nome de Juliana é uma resposta dessa Casa Legislativa, em pleno Agosto Lilás, com relação às agressões sofridas pelas mulheres”, discursou o vereador Michael Borges durante a votação.
Relembre o caso
No dia 27 de julho, Juliana Garcia foi agredida com 61 socos pelo ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, 29 anos, no elevador de um condomínio na Zona Sul de Natal. As imagens da câmera de segurança registraram toda a ação.
O porteiro do prédio e moradores acionaram a Polícia Militar. Igor foi preso em flagrante e levado para audiência de custódia, quando a prisão foi convertida em preventiva. Ele virou réu por tentativa de feminicídio.