
As movimentações em exportações por via marítima no Rio Grande do Norte apresentaram um crescimento de 530% entre 2020 e 2024. O salto foi de US$ 117,4 milhões em 2020 para US$ 740 milhões em 2024, o equivalente a R$ 4 bilhões na cotação atual só referente ao ano passado. Os dados são da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) obtidos pela TRIBUNA DO NORTE. Em 2025, entre janeiro e julho, o valor exportado foi de US$ 366,6 milhões. Os dados são relativos aos portos de Natal, Terminal Salineiro em Areia Branca (Porto-Ilha) e Porto de Guamaré.
Segundo os dados, em relação ao volume físico exportado, medido em quilogramas líquidos, o desempenho de 2024 também foi o mais significativo. No ano passado, foram 2,1 milhões de toneladas. O resultado representou uma elevação aproximada de 38,9% em relação a 2020, que foi de 1,5 milhões de toneladas. Em 2022, o número saltou para 2,4 milhões e em 2023 caiu para 1,7 milhões. Já em 2025, até junho, foram exportadas 1,2 milhões de toneladas de produtos do RN. Das exportações potiguares, os principais itens enviados “made in RN” para outros países são frutas, açúcar, minérios, sal, pescados, balas e confeitos, rações, cana de açúcar, itens relacionados à indústria petrolífera, entre outros.
Para o secretário titular da Sedec, Alan Silveira, o crescimento das exportações pelo modal marítimo mostra a competitividade dos produtos potiguares no comércio internacional, com destaque para as frutas.
“Tivemos uma alavancada grande em diversos produtos do Rio Grande do Norte, como nosso sal, o pescado, o caramelo, a fruticultura que em especial nesse período, tende a aumentar. O trabalho do Governo do Estado, junto com as empresas, aumento do Proedi, incentivos, apoio à instalação de indústrias e nossas potencialidades, que as empresas estão investindo. Com isso estamos aumentando nossas exportações”, analisa o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Alan Silveira.
Segundo os dados da Sedec, em relação especificamente ao Porto de Natal, os dados apresentaram oscilações entre 2020 e 2024. Em 2020, foram movimentadas 422,6 mil toneladas; em 2021, 363,6 mil toneladas; em 2022, 421,6 mil toneladas; e em 2023, 359,9 mil toneladas. Já em 2024, o total chegou a 376,9 mil toneladas.
“A partir de 2020, a movimentação pelo modal aquaviário no RN teve um aumento significativo em relação às exportações. Um dos principais produtos que contribuíram para isso foram os óleos combustíveis, que nós passamos a exportar cada vez mais para o mercado americano, o mercado europeu também, e também alguns submercados asiáticos. Mas outro fator que também contribuiu significativamente foi a questão das frutas. O RN, através principalmente do Porto de Natal, aumentou as exportações de frutas, principalmente utilizando o modelo de exportação via pallets, o que contribuiu hoje para o Porto de Natal se tornar um pequeno hub de exportação de frutas”, detalhou Hugo Fonseca, secretário-adjunto da Sedec.
Em relação às expectativas para 2025, o titular Alan Silveira aponta que a Sedec espera que a safra da fruticultura, que começou em agosto e seguirá até fevereiro, impulsione ainda mais os números do Estado, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Ele cita ainda que a pasta está articulando junto ao setor produtivo a abertura de novos mercados e a intensificação de negociações para que outros países possam receber produtos potiguares. Atualmente, o Estado já tem trânsito livre em 88 países de diversos continentes, mas esbarra em questões logísticas e negociações junto a compradores estrangeiros.
“Estamos elaborando um programa junto ao Sebrae e esperamos lançar em setembro, em que vamos trabalhar as empresas exportadoras do RN, fazendo um trabalho de acompanhamento dessas empresas de 6 meses a um ano. Paralelo a isso estamos trabalhando na abertura de novos mercados, como o pescado para a União Europeia, o camarão para a China, ampliar a fruticultura para a Europa, dentre outros produtos”, Alan.