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Tarcísio fez apenas uma visita a Bolsonaro após o ministro Alexandre de Moraes colocá-lo em prisão domiciliar, no dia 4.

 Considerado o principal sucessor político de Jair Bolsonaro (PL), mas sob ataques do clã, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tentará conciliar a defesa do ex-presidente com uma estratégia de discrição durante o julgamento que definirá o futuro de seu mentor.

O governador de São Paulo, que vem sendo alvo de críticas diretas ou indiretas do bolsonarismo mais radical e dos filhos do ex-presidente, deve permanecer no Palácio dos Bandeirantes, em agendas internas, nos dias em que ocorrer a fase final do processo do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a trama golpista.

Confirmada eventual condenação, ele deve fazer coro a gestos de solidariedade ao aliado e contestá-la, mantendo o discurso de inocência do aliado. Mas, por ora, nenhum de seus parceiros políticos fala em ações mais agudas, como presença em outros protestos de rua contra o julgamento —exceto ao ato já marcado para o dia 7 na avenida Paulista.

Essas falas já vêm sendo expressas pelo governador. Em 21 de agosto, dia seguinte ao pedido de indiciamento de Bolsonaro e de um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por obstrução ao julgamento, Tarcísio ressaltou que sua relação com o ex-presidente “vai ser como sempre foi, uma relação de lealdade, relação de amizade, relação de gratidão”.

Na sexta-feira (29), em um evento em Santo André, no ABC, ele disse ter “convicção absoluta da inocência do Bolsonaro” e que a acusação de tramar um golpe de Estado não fazia “o menor sentido”. “Eu acredito muito e tenho convicção absoluta na inocência e, se houver Justiça, ele vai ser inocentado”, disse. Em uma entrevista no mesmo dia, disse que o indulto ao ex-presidente seria seu primeiro ato como presidente.

Tarcísio fez apenas uma visita a Bolsonaro após o ministro Alexandre de Moraes colocá-lo em prisão domiciliar, no dia 4. Desde então, como a Folha de S.Paulo mostrou, intensificou agendas com empresários dos setores financeiro e agropecuário, artistas populares e o segmento evangélico, se expondo de forma menos velada à pré-candidatura presidencial.

Contudo, governador e ex-presidente mantêm contato constante por meio de Diego Torres Dourado, cunhado de Bolsonaro e assessor especial do governador. Segundo assessores de Tarcísio, o líder do clã não fez nenhuma ressalva aos passos do governador em direção à candidatura, o que foi interpretado como endosso.

ICL Notícias
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"