
Investigação aponta ligação de Daniel Dias Lopes com lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e nomes da cúpula criminosa em São Paulo e Paraná.
A força-tarefa que investiga a atuação do PCC descobriu mais um elo do crime com a lavagem de dinheiro em postos de gasolina. O chefe do esquema no paraná assumiu uma distribuidora de combustíveis quando cumpria pena no regime semi-aberto.
Daniel Dias Lopes é apontado pela investigação como um dos principais elos entre o PCC e o setor de combustíveis. Para entender como ele se tornou peça-chave do esquema no Paraná, é preciso voltar a 2014.
Naquele ano, Daniel foi preso em flagrante com uma tonelada de um produto químico que traficantes de droga misturam à cocaína. Condenado a nove anos de prisão, Daniel cumpriu pena em regime fechado até 2017, em São Paulo e no Paraná.
Em 2019, quando estava em regime semi-aberto, Daniel Dias Lopes se tornou procurador da Duvale, uma distribuidora de combustíveis com sede em Jardinópolis, no interior de São Paulo.
Um ano depois, segundo a investigação, Daniel tinha um rendimento declarado de R$ 12 mil. Em três anos, ele já era um milionário, segundo os investigadores. Em 2023, Daniel declarou ter recebido quase R$ 3 milhões (R$ 2.889.174,89) só da Duvale.
A partir daí, ele passou a ostentar uma vida de luxo. Daniel fugiu antes de a Polícia Federal chegar na casa dele, na megaoperação da semana passada.