
Netanyahu também reafirmou que não aceitará Estado Palestino e criticou reconhecimentos já ter destruído boa parte de ameaça que ele afirmou haver no Oriente Médio contra o Ocidente, mas disse que "trabalho não acabou". Criticou países Comitiva do Brasil também se retirou do plenário antes do discurso.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (26), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que seu país seguirá atacando a Faixa de Gaza até que "termine o trabalho" no território palestino.
Ele também desafiou a pressão crescente da comunidade internacional por um fim da guerra em Gaza, negou que seu Exército esteja matando civis ou causando fome na população palestina e afirmou que, apesar das críticas, está "lutando uma batalha" pelo Ocidente.
Netanyahu entrou no plenário da ONU sob vaias, e a maioria das comitivas se retirou antes mesmo de ele começar a falar, como gesto de repúdio (veja no vídeo acima). A comitiva do Brasil também deixou o local, como ocorreu no ano passado.
Em discurso de mais de 40 minutos — a ONU recomenda que os líderes não passem de 15 minutos —, Netanyahu afirmou que já conseguiu "eliminar" a maior parte da "ameaça do Oriente Médio". Como no ano passado, mostrou um mapa da região com a inscrição "A maldição".
Depois, riscou com um marcador as áreas com ameaças — como o Líbano, a Síria e o Iêmen — que ele disse ter combatido.