
Em café da manhã com jornalistas, Barroso disse que gostaria de ter pacificado o país, mas julgamento de Bolsonaro e narrativas atrapalharam.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou, em café com a imprensa na manhã desta sexta-feira (26/9), que “quem teme ser preso está querendo briga e não pacificação” — em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O encontro com jornalistas que cobrem a Corte marcou o encerramento do mandato de Barroso na presidência do tribunal. O ministro avaliou que uma das frustrações de gestão foi não ter conseguido a efetiva pacificação do país, principalmente diante dos atos de 8 de Janeiro e das investigações da tentativa de golpe.
“Eu tinha muita vontade de fazer isso e achava que seria possível, mas os julgamentos do 8 de janeiro — o volume, que foi grande, que demorou — e o julgamento do golpe dificultaram muito criar esse ambiente de pacificação total, porque quem teme ser preso está querendo briga e não pacificação. Então eu diria que a minha única frustração foi não ter conseguido fazer a pacificação”, disse Barroso aos jornalistas.