
Homem entrou na Justiça contra medida tomada pela Prefeitura de Natal e comprovou que não era dono de imóveis com dívida atrasada no bairro Cidade Nova.
O Município de Natal foi condenado a pagar uma indenização de R$ 3 mil a um homem que passou mais de 100 dias com a conta bancária bloqueada por causa de débitos de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).
No entanto, havia um erro: o homem comprovou que não era dono dos imóveis que estavam com o imposto atrasado e não tinha nenhuma relação com os débitos.
A sentença do juiz João Eduardo Ribeiro, do 4° Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Natal, determinou que o ente municipal pague indenização por danos morais.
Procurada pelo g1, a Prefeitura de Natal informou que ainda não foi notificada sobre a decisão judicial, "o que é essencial para avaliar seu inteiro teor e poder emitir um posicionamento sobre a questão".
Segundo narrado na ação, o autor teve a conta bancária bloqueada por ordem judicial, em pedido de execução fiscal feito pelo Município de Natal, por débitos de IPTU e taxa de lixo de imóveis no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste de Natal.
Porém, o autor da ação informou que não é proprietário dos imóveis e que foi surpreendido com o bloqueio no valor de R$ 5.552,44.
Em sua defesa, a prefeitura sustentou que não houve dano moral, considerando que a inscrição em dívida ativa não gera, por si só, essa espécie de reparação. O município ainda argumentou que o nome do autor foi excluído da dívida ativa após a comprovação de sua ilegitimidade, e que os transtornos vivenciados configurariam, no máximo, aborrecimentos.
Ao analisar o caso, o magistrado considerou que o município tem responsabilidade objetiva no caso.