
Estudo divulgado nesta quinta (16) aponta que quase 85% das receitas geradas pelo setor ficam concentradas no litoral potiguar.
O Rio Grande do Norte registrou em 2024 a maior receita turística de sua história: R$ 11,3 bilhões, segundo estudo inédito do Instituto Fecomércio RN, apresentado nesta quinta-feira (16) em Natal.
No entanto, o levantamento aponta que o estado conta com pelo menos um gargalo no crescimento do setor, na comparação com outras unidades do país e da região Nordeste: a aviação civil.
Em 2024, a participação potiguar no total de Receita de Turismo do Brasil foi de 1,02%. Comparado às outras unidades da federação, o Rio Grande do Norte ocupou a 17ª colocação nacional em participação na receita de turismo do Brasil em 2024.
Na região Nordeste, ficou na 5ª posição, atrás de Bahia (4,25%), Pernambuco (3,02%), Ceará (2,22%) e Alagoas (1,07%).
O estudo ressaltou que os três primeiros estados nordestinos ranqueados são hubs aéreos regionais. No RN, os Transportes corresponderam a apenas 11,6% de participação do turismo potiguar, um percentual pequeno na comparação com o Nordeste (20,7%) e o Brasil (25,6%).
Segundo a análise, o dado está "diretamente ligado à reduzida atividade de Transporte aéreo de passageiros. Um dos grandes desafios do setor de turismo potiguar, portanto, remete à ampliação da malha aérea do aeroporto de Natal e à reabertura do aeroporto de Mossoró", diz o estudo.