
O ex-senador afirma que sua saída foi tomada após “reflexão profunda” e consolidada após diálogo direto com a governadora Fátima Bezerra.
O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates oficializou, na manhã desta segunda-feira 24, sua desfiliação do PT, partido ao qual estava filiado desde 2013. A decisão foi protocolada em carta entregue ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, em Brasília, e em documento semelhante destinado à presidente da legenda no Rio Grande do Norte, Samanda Alves.
No texto, Jean Paul destaca que sua decisão foi tomada após “reflexão profunda” e consolidada após diálogo direto com a governadora Fátima Bezerra. Além disso, faz um balanço da atuação política.
O ex-senador afirma que sua saída foi motivada por uma redução progressiva de espaço político dentro do PT. “Minha saída da Petrobras, marcada por ruídos internos e desinformação plantada, e a forma como se desenvolveram recentemente as conversas sobre os planos políticos do PT no Rio Grande do Norte para 2026, reforçaram a percepção de que meu espaço de contribuição dentro do partido se encontrava reduzido, ainda que eu mantenha total respeito às decisões e reconheça que os diálogos políticos estão sempre em evolução”, escreveu Jean.
Ainda assim, ele afirma não carregar ressentimentos. “Não levo mágoas, levo gratidão e consciência tranquila”, registra. Ele dedica agradecimentos pessoais a lideranças e amigos que marcaram sua passagem pelo partido, como Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Henrique Fontana, José Dirceu e o próprio presidente Edinho Silva. No âmbito local, ele cita aliados com os quais diz ter caminhado “de forma generosa, leal e construtiva”: a deputada federal Natália Bonavides, o ex-presidente estadual do PT Júnior Souto e a vereadora Marleide Cunha, de Mossoró. Ele também cita “os companheiros de trabalho no Senado” Paulo Henrique Macedo, Adriano Gadelha e Jackson Santos.
Jean Paul também prestou homenagem à militância petista, sobretudo a que atua em regiões mais vulneráveis do País. “Essa militância é o que o PT tem de mais autêntico e valioso, e por ela minha admiração permanece intacta”, afirma.