Brasil
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Próximo do fim do ano legislativo, além da pauta econômica, o Congresso Nacional espera avançar também na área da segurança pública, tema considerado prioritário entre os parlamentares. A mobilização mira aprovar propostas sobre o tema antes do recesso, que começa em 23 de dezembro.

No Senado, o chamado “PL Antifacção” entra em semana decisiva com a possibilidade de votação em comissão e no plenário. Na Câmara, a expectativa é pela apresentação do parecer da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública.

O PL Antifacção, que mira crimes de organizações criminosas no país, deve ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na próxima quarta-feira (10). O parecer do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) foi bem recebido na última reunião do colegiado, mas ajustes ainda são negociados.

Entre as mudanças incluídas, o senador propôs a criação de uma nova fonte de recursos para a segurança financiada pela taxação temporária sobre casas de apostas esportivas online, as chamadas bets.

No mesmo dia, após a aprovação na CCJ, a expectativa é que o texto seja encaminhado para a análise no plenário. Após o aval dos senadores, no entanto, por ter sofrido mudanças de mérito, o texto deverá retornar para a análise da Câmara dos Deputados.

 
Os deputados aprovaram a matéria em outubro, com votos contrários da bancada governista. Apesar de o projeto ter sido enviado pelo Executivo, a base aliada não concordou com as sugestões do relator na Câmara, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). As críticas de governistas miraram em especial o risco de descapitalizar a PF (Polícia Federal).

PEC da Segurança
A apresentação do relatório da PEC da Segurança que estava marcada para o último dia 4 de dezembro, mas passou para a próxima terça-feira (9). A decisão foi anunciada pelo relator, Mendonça Filho (União-PE), em negociação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A PEC foi enviada ao Congresso pelo governo federal, passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e agora tramita em uma comissão criada especialmente para analisá-la. A matéria é prioritária para o governo, mas enfrenta críticas de parte dos governadores e da oposição.

O texto deve ser debatido com líderes partidários na terça-feira e depois apresentado oficialmente na comissão especial. Se for aprovada no colegiado, a PEC estará pronta para a deliberação no plenário. No entanto, com a possibilidade de pedido de vista (mais tempo para análise), a votação na comissão pode ficar para a semana seguinte.

 
Nas últimas reuniões do colegiado, Mendonça já adiantou intenções do que deve incluir no seu parecer. Entre elas, o fim da possibilidade de progressão de pena para crimes graves.

O relator também mira fazer ajustes em prol da descentralização no combate à criminalidade, garantindo autonomia aos estados. Ele adiantou que o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, proposto no texto do governo, será "preservado" no relatório, mas não terá caráter deliberativo e, sim, consultivo.

Emilly Behnke e Mateus Salomão
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"