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Em 2026, a conta do governo com programas sociais deve ficar ainda mais pesada: o PLOA (projeto de lei orçamentária) prevê que gasto de R$ 158 bilhões com o Bolsa Família e de R$ 122 bilhões com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que auxilia idosos e pessoas com deficiência em vulnerabilidade.

Mesmo com as despesas previdenciárias ultrapassando R$ 1 trilhão no Orçamento de 2026, as despesas com gastos sociais são as que mais preocupam os analistas para o ano que vem. O principal motivo são as eleições gerais.

"Tanto o governo federal quanto o Congresso Nacional são impactados pela questão das eleições. Há para o ano que vem no âmbito federal uma baixa tendência de atacar temas impopulares e maior tendência a inflar políticas sociais, que podem se traduzir em votos para os incumbentes”, disse Murilo Viana, economista em contas públicas.

De acordo com os especialistas, o aumento dessas despesas gera ao menos dois problemas. O primeiro é a dificuldade de cumprir a meta fiscal de 2026, de superávit de 0,25% do PIB.

O segundo é o risco de engessar ainda mais o orçamento brasileiro, no qual 92% dos gastos federais, hoje, são obrigatórios.

O governo Lula tem apostado no aumento da arrecadação para compensar a elevação dos gastos: a carga tributária em 2024 atingiu 32,3%, a maior em 15 anos. No entanto, de acordo com economistas e até integrantes do governo, a possibilidade de a gestão federal incrementar as receitas está esgotada.

"A estratégia escolhida pelo governo, desde sempre pró-gasto, com ajustes sendo feitos via receita em um país com carga alta, é destinada a dar confusão", disse Roberto Padovani, economista-chefe do BV.

A IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado calcula que o governo precisa de um esforço fiscal adicional de R$ 79 bilhões para fechar as contas em 2026. Sem a possibilidade de aumentar a arrecadação e sem a viabilidade política de cortar ou revisar gastos, o mercado teme que a alteração da meta seja a solução a ser adotada.

“Correndo o risco de desaceleração econômica, com dificuldade de aprovar medidas de aumento de arrecadação... isso pode aumentar a temperatura e resultar em uma alteração da meta fiscal", afirmou ainda Viana.

Além disso, com o arcabouço fiscal, o governo tem um limite para aumentar o gasto entre um ano e outro. E conforme as despesas previdenciárias e sociais sobem desordenadamente, a fatia reservada para investimentos — que impulsionam a atividade econômica — diminui.

Cálculos da própria gestão federal indicam que a despesa discricionária, aquela que o governo escolhe onde gastar, poderia ir a zero no final desta década. E quando o assunto é o engessamento orçamentário, para economistas, a principal preocupação é o crescimento explosivo do BPC.

Jefferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional, aponta para o crescimento do BPC de um orçamento abaixo de R$ 100 bilhões em 2023 para mais de R$ 120 bilhões atualmente.

"Se a gente não conter o BPC, ele vai se tornar a terceira maior despesa do Orçamento. A correção do Orçamento é uma faculdade, e a questão do BPC é muito mais séria. Você não consegue colocar em uma fila, é uma despesa obrigatória”, disse.

CNN
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"