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nanciados com Fundo Social
Texto garante que investimentos de R$ 1,5 bilhão para educação e saúde fiquem fora da meta e do teto nos próximos cinco anos.
Por Luiz Felipe Barbiéri, g1 — Brasília

15/12/2025 22h55  Atualizado há 6 horas
 
 
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (15) um projeto que retira dos limites do arcabouço fiscal gastos temporários com saúde e educação financiados com recursos do Fundo Social. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O arcabouço fiscal substituiu o antigo teto de gastos. Entre os pilares da regra está a limitação do crescimento das despesas públicas, que pode, crescer acima da inflação, desde que respeite uma margem de 0,6% a 2,5% de crescimento real ao ano.

Uma lei sancionada em julho deste ano autorizou a destinação de 5% dos recursos aportados anualmente no Fundo Social a programas de educação pública e saúde durante cinco anos.

Atualmente, esses gastos são contabilizadas para efeitos do crescimento das despesas públicas, o que pressiona as despesas discricionárias do governo (investimentos).

Ao propor o texto, o autor, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o aumento nos investimentos da saúde e educação só fazem sentido se estiverem fora do limite do arcabouço fiscal.

“Considerando que os aportes anuais no Fundo Social são da ordem de R$ 30 bilhões, será possível acrescer algo em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano para educação e saúde nos próximos cinco anos. Se esse valor não for contingenciado e sem o disposto neste PLP, esse R$ 1,5 bilhão adicional implicará a compressão de montante equivalente de gastos discricionários”, justificou.

Mudanças aceitas
 
A proposta já havia passado pela Câmara e voltou para nova análise dos deputados depois que senadores alteraram o mérito do projeto.

O relator, deputado José Priante (MDB-PA), acolheu todas as alterações propostas pelo Senado.

“Após amplo diálogo com as lideranças partidárias desta casa, consideramos que o Substitutivo do Senado Federal aperfeiçoa alguns pontos do texto encaminhado pela Câmara, a despeito das supressões, que não prejudicam o intuito desta proposição”, afirmou o relator.

Com isso, foi excluído do texto o dispositivo que retirava dos limites do arcabouço as despesas financiadas com recursos oriundos de empréstimos internacionais.
Este trecho sofreu críticas da oposição, que disse que o objetivo do trecho era favorecer o governo ao retirar do limite de gastos os empréstimos para a compra de caças gripen da Suécia

Fora da meta
 
O Fundo Social recebe anualmente R$ 30 bilhões em aportes, o que, pela lei sancionada em julho, garante R$ 1,5 bilhão ao ano para educação e saúde nos próximos cinco anos.

O texto também retira esses investimentos do cálculo da meta fiscal do governo.

A projeção do governo para 2025 é que as contas públicas irão fechar com déficit de R$ 73,5 bilhões.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"