
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou, nesta quarta-feira (17), que as tensões em torno da Venezuela podem ter "consequências imprevisíveis para todo o Ocidente", informou a agência de notícias estatal russa TASS.
A declaração oficial acontece uma semana após o Kremlin confirmar que o presidente russo, Vladimir Putin, falou por telefone com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para reafirmar que ele pode contar com o apoio de seu governo em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos.
Nesta terça-feira (16), o presidente americano, Donald Trump, escalou ainda mais o conflito ao anunciar que a Venezuela estava "completamente cercada" e determinar um bloqueio total a petroleiros alvos de sanções que entram e saem do país.
Há uma semana, forças militares dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam uma dessas embarcações.
A conversa de Putin e Maduro não foi a primeira declaração da Rússia a favor da Venezuela desde que o presidente americano, Donald Trump, iniciou uma ofensiva direcionada a Maduro, acusado de comandar um cartel de drogas.
No dia 7 de novembro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que Moscou estava preparado para responder aos pedidos de ajuda venezuelanos.
EUA também pressionam Rússia por acordo de paz
A forte declaração de Moscou vem em um momento em que os EUA também pressionam o governo russo a aceitar um acordo de paz com a Ucrânia.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, que ouviu fontes que estariam cientes das negociações, Washington está preparando uma nova rodada de sanções contra o setor energético da Rússia para coagir Putin a ceder em suas exigências.
Ao ser questionado sobre a reportagem nesta quarta, o Kremlin afirmou apenas que a medida que "prejudica os esforços para reparar as relações entre EUA e Rússia".