
Em 2022, a maioria dos conselheiros do CNJ decidiu encerrar o processo disciplinar contra o desembargador Macário Ramos Júdice Neto — preso pela PF nesta terça (16) — ao considerar excessivo o tempo de tramitação. Pelo Código Penal, a prescrição só ocorreria em 2026.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adotou, em 2022, uma interpretação que reduziu o prazo prescricional de um processo disciplinar contra o desembargador Macário Ramos Júdice Neto — preso na terça-feira (16) — e permitiu que o caso fosse encerrado, abrindo caminho para a volta do magistrado ao cargo após quase 18 anos de afastamento.
🔎 Macário foi preso na 2ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações da Operação Zargun. Ele foi levado pela PF em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o desembargador contribuiu para vazar a operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB), suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
Em 2018, o desembargador foi denunciado pelo Ministério Público Federal acusado de integrar um esquema de venda de sentenças. Ele estava afastado do Tribunal desde então. O processo disciplinar seguia em tramitação no CNJ, até que a maioria dos conselheiros votou pelo reconhecimento da prescrição da falta funcional atribuída ao desembargador.