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Em meio aos protestos dentro e fora do Irã contra o regime dos aiatolás, um nome tem surgido com frequência nos cartazes dos manifestantes: Reza Pahlavi. Para alguns, ele seria a principal figura de oposição do país, além de príncipe herdeiro do trono em Teerã.

Pahlavi, que saiu do país na juventude e não pisa em sua terra natal desde 1978, está longe, contudo, de ser uma unanimidade entre analistas e até mesmo na oposição.

O jornalista Guga Chacra, no programa “Globonews Internacional” do último domingo (11), descreveu Pahlavi como um "playboy filho de ditador que vive no exterior".
 
"Não é ele que tem que governar o Irã", disse Chacra.

Para entender sua posição no xadrez político iraniano, é preciso recuar até meados do século XX, antes da Revolução Islâmica.

Reza Pahlavi nasceu em 31 de outubro de 1960, filho do então xá (rei, em persa) Mohammad Reza Pahlavi (1919-1980), que governava o país como uma ditadura, com apoio ocidental.

Em 1967, o então xá promoveu uma cerimônia de coroação, na qual seu filho foi nomeado legítimo herdeiro do trono.

O jovem Pahlavi seguiu, então, a carreira militar tipicamente reservada aos filhos da nobreza, primeiro como cadete da Força Aérea Imperial Iraniana. Em 1978, ele se mudou para o Texas, nos EUA, onde realizaria treinamento de piloto na Base Aérea de Reese.

Queda da monarquia
 
O período de Mohammad Reza Pahlavi no poder foi marcado por uma rápida modernização do país, acompanhada de grande crescimento econômico, a taxas de 8% a 11% do PIB ao ano. Ao mesmo tempo, porém, uma forte oposição se mobilizava contra o monarca.

O xá possuía um temido serviço secreto, o Savak, para capturar, torturar e suprimir opositores. A desigualdade de renda alimentava a insatisfação popular, mobilizando a esquerda e intelectuais marxistas, influenciados pela União Soviética, contra seu reinado.

Foi uma figura religiosa, no entanto, que galvanizou todos esses setores e se tornou a maior liderança contra a monarquia.
 
Ruhollah Khomeini era um aiatolá (título religioso xiita, corrente do Islã majoritária no país) que passou a se opor ao xá em 1963, depois de uma série de reformas liberalizantes e pró-Ocidente promovidas por Mohammad Reza Pahlavi. No ano seguinte, ele foi preso e, posteriormente, mandado para o exílio.

Quando os protestos contra o xá começaram a ganhar corpo, em 1978, eles foram reprimidos com brutalidade, culminando na “Sexta-Feira Negra” em Teerã, quando forças governistas atiraram e mataram dezenas de manifestantes, deixando outras centenas de feridos.

A repressão brutal insuflou a onda de protestos. Em janeiro de 1979, diante de uma situação insustentável, o primeiro-ministro convenceu Mohammad Reza Pahlavi a sair do país.

Khomeini foi indultado e desembarcou em Teerã em 1º de fevereiro do ano seguinte. Dias depois, ele instauraria a República Islâmica do Irã, concentrando o poder em torno de si e dos aiatolás.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"