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O Irã enfrenta uma onda de protestos contra o governo que começou no fim de dezembro e se intensificou nos últimos dias. As manifestações foram duramente reprimidas por forças de segurança, resultando em centenas de mortes e na prisão de milhares de civis.

Contexto: Os protestos começaram diante da insatisfação popular com a situação econômica do país. A moeda local sofreu forte desvalorização, enquanto o custo de vida aumentou.

A população enfrenta inflação elevada, acima de 40% ao ano.

Somente em 2025, a moeda local perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica.

O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo.
 
Crise prolongada: O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos e outros países. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

EUA e outros países temem que o Irã esteja enriquecendo urânio para desenvolver uma bomba nuclear.
Teerã nega a acusação e diz que o programa tem fins pacíficos.

Mesmo com essa justificativa, sanções e restrições comerciais desestimularam negócios com o país e afetaram exportações, investimentos e o sistema financeiro.

A situação também piorou após o conflito entre Irã e Israel, em junho de 2024. Na ocasião, forças israelenses e dos EUA atacaram alvos ligados ao programa nuclear iraniano.
 
Início das manifestações: Os primeiros registros dos protestos ocorreram em 28 de dezembro, quando comerciantes iranianos iniciaram uma greve e fecharam lojas em reação à situação econômica.

As manifestações ganharam força na capital, Teerã, e se espalharam para outras cidades no dia seguinte, com apoio principalmente de jovens e estudantes.

Além das questões econômicas, os manifestantes também passaram a exigir a queda do governo do aiatolá Ali Khamenei.

Na tentativa de conter os atos, o presidente Masoud Pezeshkian prometeu abrir um canal de diálogo com representantes da sociedade para discutir as demandas da população.
 
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, em que a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos.

O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que encabeçaram vários protestos nos últimos anos.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"