
O Air Force One, avião presidencial dos Estados Unidos, enfrentou um problema elétrico e teve que retornar à Base Conjunta Andrews, em Maryland, nesta terça-feira (20), no horário local — quarta-feira (21), no horário de Brasília.
O presidente americano, Donald Trump, estava a bordo da aeronave a caminho do Fórum Econômico de Davos, na Suíça. O problema foi detectado cerca de 30 minutos depois da decolagem.
Segundo comunicado da Casa Branca, a tripulação identificou um "pequeno problema elétrico".
"Após a decolagem, a tripulação do Air Force One identificou um pequeno problema elétrico. Por excesso de cautela, a aeronave está retornando à Base Conjunta Andrews. O presidente e sua equipe embarcarão em outro avião e seguirão viagem para a Suíça", disse o comunicado.
Segundo a agência de notícias Reuters, a aeronave pousou, em segurança, por volta da 1h10, no horário de Brasília.
Por volta das 2h em Brasília, mais de duas horas depois da primeira decolagem, o presidente seguiu viagem em um avião menor.
Essa não é a primeira vez que um voo dos aviões da frota presidencial enfrenta algum incidente. Em 2011, o Air Force One abortou o pouso devido ao mau tempo enquanto transportava o presidente Barack Obama para um evento em Connecticut.
Em 2012, o Air Force Two — nome que a aeronave ganha quando apenas o vice-presidente está a bordo — que transportava o então vice Joe Biden, foi atingido por pássaros na Califórnia, mas conseguiu pousar sem problemas.
Trump tem feito críticas recorrentes às aeronaves do modelo Boeing 747-200B. Durante seu primeiro mandato, o governo renegociou com a Boeing um contrato para a aquisição de dois novos modelos 747-8, mas a previsão é que as aeronaves não fiquem prontas antes do fim de seu segundo mandato.
Em maio de 2025, o republicano também aceitou um Boeing 747-8 oferecido pelo governo do Catar. O avião, no entanto, ainda precisará passar por amplas adaptações de segurança antes de poder ser utilizado como Air Force One. Até o momento, não há estimativa oficial de quanto tempo o Departamento de Defesa levará para concluir essas modificações.