
"Frustrante e muito irritante." É assim que o brasileiro Carlos Eduardo Zambelli Aloi, de 38 anos, profissional de segurança da informação, descreve os seis meses que passou, ao longo de 2025, em busca de falhas de segurança em sistemas da Nasa, a agência espacial americana.
Segundo ele, os problemas encontrados nem sempre eram aceitos quando reportados à Nasa e, em alguns casos, o retorno com feedback demorava semanas.
Em novembro de 2025, a agência reconheceu duas das 26 falhas de segurança identificadas por Carlos Eduardo em sistemas próprios.
Em uma das vulnerabilidades, ele afirma ter acessado um documento no Google Docs com um artigo científico que deveria estar restrito a funcionários da Nasa. Na outra, foi possível acessar informações sensíveis, como senhas.
Como resposta, Carlos recebeu uma carta de agradecimento assinada pela diretora de segurança da informação da Nasa, Tamiko Fletcher. Segundo ele, o reconhecimento não envolve recompensa financeira (leia a carta na íntegra ao final da reportagem).
"Para mim, é uma conquista pessoal, de testar até onde consigo ir e saber se estou no caminho certo. Isso reforça que meus estudos e o trabalho que venho fazendo na área estão dando resultado", disse ao g1.
Procurada, a Nasa não quis comentar as descobertas do brasileiro por "questões de segurança". Em nota, um porta-voz afirmou que a agência mantém um programa para o relato responsável de falhas encontradas por pesquisadores externos, aberto a qualquer pessoa.