Mundo
2026-01-21t155949z-1065828473-rc2q5jauvoy6-rtrmadp-3-davos-meeting-trump

Lideranças europeias farão uma reunião de emergência nesta quinta-feira (22), na Bélgica, para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Groenlândia. O encontro foi mantido mesmo após o norte-americano ter garantido que não usará a força para tomar a ilha e recuado na aplicação de tarifas a países europeus.

Contexto: Segundo o presidente do Conselho Europeu, António Costa, os líderes do bloco vão tratar de questões de soberania, do apoio à Dinamarca e à Groenlândia e das preocupações com o acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia.

O encontro foi convocado na terça-feira (20), no mesmo dia em que Trump vazou uma mensagem privada enviada pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

No texto, Macron disse não entender a postura do norte-americano em relação à Groenlândia.
 
Ainda na terça-feira, Macron usou um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para afirmar que este “não é momento para imperialismos e colonialismos”. Ele também defendeu que a União Europeia não se curve à “lei do mais forte” e criticou o “bullying” de um país contra o outro.

Trump discursou no Fórum Econômico Mundial na quarta-feira (21). Na fala, voltou a fazer ameaças à Europa e à Otan. Embora tenha dito que não usaria a força para tomar a Groenlândia, o presidente afirmou que poderia retaliar a aliança militar.

No mesmo discurso, Trump chamou a Dinamarca de “ingrata”, disse que a Europa “não está indo na direção correta” e se referiu à Groenlândia várias vezes como “um pedaço de gelo”.

Ele também afirmou que a ilha deveria ter passado ao controle dos EUA ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando tropas americanas ocuparam o território.
 
Mais tarde, Trump se reuniu com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Antes mesmo do encontro terminar, o presidente publicou em uma rede social que Estados Unidos e Otan haviam avançado em um acordo sobre a Groenlândia.
 
Trump não deu detalhes sobre as negociações. Disse apenas que o acordo seria “para sempre” e atenderia aos interesses dos Estados Unidos e da Europa.

O jornal The New York Times revelou que, no encontro com Rutte, foi discutida a possibilidade de entrega de pequenas porções da Groenlândia aos Estados Unidos. Caso isso se concretize, os norte-americanos teriam controle de áreas da ilha para instalar bases militares.

Trump tem afirmado que a Groenlândia é essencial para a segurança dos Estados Unidos, inclusive para a construção do chamado “Domo de Ouro”.

A estrutura militar está sendo planejada para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano.
 
Diante do avanço nas negociações, Trump também anunciou que desistiu de impor tarifas de 10% contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. As tarifas seriam aplicadas em retaliação à oposição desses países aos interesses dos EUA.

G1
0 Comentários
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Receba todas as noticias em seu WhatsApp

Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"