
O Palácio dos Bandeirantes definiu as primeiras diretrizes de 2026: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou à presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) quais projetos e temas terão prioridade nos primeiros meses do ano.
De acordo com o presidente da Casa, deputado André do Prado (PL), o governo quer aprovar três projetos ainda no primeiro trimestre: a reorganização das carreiras da Educação, a reestruturação do saneamento básico no interior e o plano de recursos hídricos.
Polêmicos, os dois primeiros têm maior potencial de "esquentar" o clima das discussões segundo deputados ouvidos pelo g1, principalmente devido à proximidade do período eleitoral.
"O momento político está difícil, qualquer coisa hoje é motivo de discussões acaloradas", disse o deputado Gilmaci Santos (Republicanos), líder do governo na Assembleia.
"Pauta de educação nunca é tranquila. Por mais simples que seja o projeto, sempre temos dificuldades. Esse é um projeto que mexe na estrutura da carreira, então estamos esperando muita dificuldade", avalia.
A proposta foi enviada à Alesp em dezembro e precisa ser debatida em comissões e em uma audiência pública, ainda sem data, que deve ter a participação de professores e sindicatos.
Enquanto parlamentares governistas afirmam que têm votos suficientes para aprovar os três projetos, a oposição se prepara para obstruir as votações.
Segundo o deputado Carlos Giannazi (PSOL), a bancada de seu partido também pode entrar com ações na Justiça para impedir que as propostas avancem.
"Somos contra os dois projetos, sobretudo esse da educação, que é mais polêmico e não vale mexer nem para reduzir danos", afirmou.
"Ele vai, na verdade, colocar em lei o que o governador já estava fazendo por resoluções, como uma avaliação de desempenho punitivista de professores da rede estadual. Como já entramos com várias ações judiciais e ganhamos algumas, ele resolveu legalizar por lei", disse Giannazi ao g1.
A primeira reunião do colégio de líderes está marcada para a próxima terça-feira (10), quando deve ser definida a agenda de tramitação das propostas.