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A taxa de crescimento da população dos Estados Unidos caiu para 0,5% entre julho de 2024 e junho de 2025, de acordo com estimativas do Departamento do Censo dos EUA — considerada uma queda histórica.

É uma das taxas mais baixas que os EUA já registraram desde o início do século 20, um período que inclui momentos difíceis como a Grande Depressão e a pandemia de covid.

Historicamente, os EUA têm experimentado um crescimento populacional constante ano após ano.
Na década de 1950 — durante o chamado "Baby Boom" — a taxa média de crescimento populacional foi de 1,8%. Já na década de 1990, esse ritmo foi de 1,2%, caindo para 1% durante a primeira década deste século.
 
Desde 1900, houve apenas um período registrado de declínio populacional nos EUA: entre julho de 1917 e junho de 1918, quando a população diminuiu em aproximadamente 60 mil pessoas, o equivalente a 0,06% da população da época.

Isso se deveu à combinação incomum de três fatores: mortes causadas tanto pela pandemia da gripe espanhola, mortes causadas pela Primeira Guerra Mundial e queda temporária na taxa de natalidade — sendo o último fator associado aos dois primeiros.

Mais recentemente, o crescimento populacional atingiu o nível mais baixo durante a pandemia, caindo para 0,2% em 2021 devido a fatores como o aumento da mortalidade e a redução forçada da imigração.

Fora os anos da covid, o único ano recente em que o crescimento populacional caiu para níveis semelhantes aos atuais foi em 2019, algo que os especialistas atribuíram a um menor número de nascimentos e a uma queda na imigração.

Mas o que está acontecendo agora?

Imigrantes que não vêm, residentes que vão embora
 
O Departamento do Censo dos EUA atribui o declínio no crescimento populacional à redução da migração internacional líquida — que é o resultado da subtração do número de imigrantes (pessoas que entram no país) do número de emigrantes (pessoas que saem do país).

"Com os índices de natalidade e mortalidade permanecendo relativamente estáveis em comparação com o ano anterior, a acentuada queda na migração internacional líquida é a principal razão para a taxa de crescimento mais lenta que estamos observando hoje", disse Christine Hartley, diretora adjunta da Divisão de Estimativas e Projeções do Departamento do Censo, em um comunicado à imprensa divulgado esta semana.
 
Ela descreveu a queda como "histórica", passando de 2,7 milhões (2023-2024) para 1,3 milhão (2024-2025).

William Frey, pesquisador sênior especializado em demografia da Brookings Institution — um centro de estudos com sede em Washington — destaca que o saldo migratório líquido de 2024, de 2,7 milhões, é um dos mais altos registrados nos últimos tempos, e que mesmo os 1,3 milhão do ano anterior também representam um número elevado quando comparados aos padrões históricos.

Tanto Frey quanto o Departamento do Censo estimam que a taxa de migração internacional líquida continuará caindo nos próximos anos.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"