Brasil
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O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China.

A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo, e confirmada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1.

A proposta de controlar as exportações passou a ser discutida após a China implementar, em janeiro, limites à importação de carne produzida em alguns países, incluindo o Brasil — maior fornecedor para o mercado chinês.

Para o Brasil, a China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas, relacionada ao ano de 2026. Ou seja: essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%.
 
O receio do Ministério da Agricultura é de que isso cause uma "corrida desenfreada" de exportações: uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo.

O Ministério sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) discutiria o assunto nesta quinta, mas Rua afirmou ao g1 que o tema não entrou na pauta.

O secretário disse ainda que o governo brasileiro pediu à China que redistribuísse as cotas remanescentes de outros países – ou seja, os volumes que não forem usados – entre aqueles que estourarem o limite.

No entanto, ainda não houve resposta do governo chinês. "Esse tema ainda é inconclusivo", disse Rua.

"É difícil falar sobre isso agora. Talvez os chineses vão querer ver como funciona o sistema [de cotas]. Para eles, isso também é novo", afirmou.

"Eles podem querer, antes, avaliar os impactos de mercado. Ver se esses outros players estão fazendo uso ou não da cota".

"A gente se coloca, desde já, é à disposição dos chineses para que se, na eventualidade deles precisarem de volumes adicionais, o Brasil seguramente terá interesse em preencher esses volumes", concluiu.

"A decisão final depende de análises jurídicas, normativas e até de sistemas de informática. Parece ser algo simples, mas, na verdade, possui muitas nuances e detalhes complexos".

O que pode ser feito
 
Segundo Rua, há várias formas de controlar o volume exportado por empresa.

Uma das propostas do Ministério é fazer uma distribuição proporcional entre os exportadores privados de acordo com a performance recente das vendas para a China.

"Essa é uma das alternativas que estão que está na mesa, que é baseada em práticas internacionais já consolidadas", afirma.

A proposta prevê ainda um mecanismo de inclusão de novos e pequenos exportadores, por meio de uma reserva técnica específica para esse grupo.

O controle das cotas seria feito via licenças de exportação, com travas automáticas para impedir embarques acima do volume permitido.

Apesar do início das cotas, a China seguiu como o principal destino da carne bovina brasileira em janeiro, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
 
O país foi responsável por cerca de 46% do valor e do volume exportado pelo Brasil, correspondendo a US$ 657,2 milhões e 123,2 mil toneladas, respectivamente. Foi o melhor janeiro da história para as exportações de carne bovina.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"