
Na denúncia apresentada contra o piloto Pedro Arthur Turra Basso, acusado pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) sustenta que ele foi até a festa em Vicente Pires com a intenção prévia de iniciar um conflito físico.
O g1 teve acesso com exclusividade aos prints anexados à manifestação formal do MP, que reforçam a tese de premeditação.
Em conversa por Whatsapp com a namorada, Turra envia uma foto mostrando que está com um amigo. Depois, ele afirma em áudio que ambos decidiram ir até uma festa para "pegar" pessoas que, supostamente, estariam querendo agredir esse amigo.
“A foto demonstra que Pedro Arthur Turra Basso estava na companhia de [amigo] e o áudio enviado para [namorada] informava que ‘tem gente querendo bater no [amigo] numa festa, vamos pegar eles’", diz a denúncia do MPDFT.
Os prints mostram que a namorada prontamente respondeu: "Vamos agora! Onde é?". Ainda segundo o Ministério Público, Pedro chegou a apressar a mulher para que ela fosse até a festa.
“Pedro apressa [namorada], tendo em vista que teria a informação que os supostos agressores de [amigo] iriam embora do local determinado à meia-noite.”
O MP concluiu que Pedro Turra "se dirigiu à cena do crime especificamente para sua consecução". Nesta quinta-feira (12), a Justiça do Distrito Federal negou o habeas corpus pedido pela defesa do piloto.
Ao g1, os advogados informaram que não vão se manifestar.