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Deputados distritais sinalizaram que farão dura resistência à tentativa do governador Ibaneis Rocha (MDB) de "salvar" o balanço patrimonial do Banco de Brasília (BRB) usando imóveis públicos do Distrito Federal.

O governo enviou nesta terça-feira (24) uma nova versão do projeto que repassa esses imóveis ao BRB – o texto reduz a lista de endereços de 12 para 9 e muda boa parte dos lotes.

Mesmo com esse "passo atrás", deputados da oposição e da própria base aliada de Ibaneis ameaçam jogar duro contra o governo.

Do ponto de vista dos parlamentares de oposição, o projeto é visto como uma manobra para "salvar o calendário eleitoral" dos agentes políticos — Ibaneis Rocha, Celina Leão e aliados —, e não para salvar o patrimônio do BRB.
 
O deputado Fábio Félix (PSOL) avalia que nem o uso como garantia em um empréstimo, nem a venda dos terrenos para capitalizar o BRB ajudariam numa solução definitiva para a situação.

"A gente não tem nem o cálculo do valor de cada uma dessas áreas que estão sendo previstas pra alienação. Elas não cumpriram nem o trâmite administrativo nos próprios órgãos, para que elas fossem cedidas dessa forma, então tem muitas irregularidades nesse projeto", disse.
 
"Me parece muito mais desespero a serviço do calendário eleitoral e camuflar uma crise política gigantesca ,que a gente tá vivendo, do que um projeto sério pra salvar o Banco de Brasília", emendou.

O deputado Gabriel Magno (PT) classificou o novo projeto de lei enviado pelo governo como "mal feito e com vícios".

 "Por que a pressa? O que está por trás de mandar tantos projetos? É o segundo já. Pode ser que tenha uma terceira versão, pode ser que venha uma quarta versão para ficar corrigindo erros ao invés de tentar ser transparente no processo", declarou

Surpresas e cautelas
 
O deputado Thiago Manzoni (PL) comentou pela primeira vez sobre o caso – e surpreendeu parte dos presentes à sessão desta terça ao engrossar o coro da oposição.

Segundo ele, o projeto chegou à Câmara Legislativa em regime de urgência, com a intenção de ser votado rapidamente mais uma vez. No entanto, segundo ele, há uma "quebra de confiança" na relação entre o governo e a Casa.

“Quero adiantar a minha posição pessoal em relação a este projeto: o meu voto é não. Não existe a menor hipótese de eu ser convencido a votar nesse projeto. Não existe a menor hipótese. Outro cheque em branco, não", declarou.
 
O deputado Hermeto (MDB), líder do governo na Câmara Legislativa, adotou cautela ao comentar o cenário.

“Ninguém vai fazer nada abruptamente. A maneira adequada é chamar o presidente do BRB e ouvir quais são as condições e como o banco está realmente. Eu acho que isso é o mais assertivo no momento”, afirmou.
 
Sobre a responsabilização pelo rombo financeiro, Hermeto não citou nomes, mas enfatizou que "todos os que contribuíram dolosamente para que o BRB chegasse a esse resultado deverão responder na Justiça".

Discussão adiada
 
A Câmara do DF chegou a convocar uma reunião de deputados, a portas fechadas, para debater o primeiro projeto na tarde desta terça.
 
Com a chegada de um novo texto, no entanto, o debate foi adiado para a próxima semana. A votação do projeto ainda não tem data marcada.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, deve se reunir com os deputados na manhã da próxima segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco.

Em seguida, à tarde, os deputados se reúnem a portas fechadas para debater o tema e decidir se levo o projeto à votação em plenário.

Se o projeto for aprovado, os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"