Brasil
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O Banco de Brasilía (BRB) conseguiu na Justiça o bloqueio e o arresto das ações da instituição que pertencem aos investigados no caso Master.

A informação de que Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur; compraram ações do BRB como pessoas físicas e se tornaram acionistas foi revelada pelo Jornal Nacional e pelo blog no dia 3 de fevereiro.

Em fato relevante, o BRB informou que a medida dá conhecimento ao agente de custódia, o Bradesco, para evitar que os ativos sejam alienados.

Na prática, a decisão impede que esses executivos vendam as suas participações no capital do BRB. As ações em questão valem aproximadamente R$ 376,4 milhões.

Com a decisão, esse valor fica bloqueado e pode ser usado no futuro para a recomposição do patrimônio da instituição. O processo está em sigilo.

Carteiras com indícios de fraude
 
O BRB é investigado pela compra de mais de R$ 12 bilhões em carteiras com indícios de fraude do Banco Master.

A estimativa é de um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões. O valor exato do impacto vai ser conhecido em março, quando o balanço da insitutição financeira vai ser divulgado.

Investigações
 
Em novembro de 2025, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Compliance Zero. O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça e posteriormente demitido.

A rejeição da compra pelo Banco Central, somada às denúncias de fraude, abalou de forma significativa a situação patrimonial do BRB, que passou a correr contra o tempo para recompor seus índices de capitalização.

Compra rejeitada
 
Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. O BRB considerava a operação estratégica — que incluía a compra de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master.
 
A operação, anunciada em março de 2025, já despertava preocupação no mercado pelo modelo de captação considerado arriscado do Master e pela qualidade duvidosa de parte dos ativos do banco. 

Alertas ignorados
 
Documentos obtidos pelo g1 mostram que o Ministério Público Federal (MPF) havia recomendado ao BRB, meses antes da decisão do BC, que comprovasse a “lisura” e a fidedignidade dos ativos do Banco Master antes de qualquer compra.

O órgão alertava sobre a possibilidade de existência de passivos ocultos e ativos inflados — o que representaria grave risco para a utilização de recursos públicos na operação.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"