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Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, Capital do Irã, no início da manhã deste sábado (28) no horário local. Israel confirmou que a ação foi coordenada com os Estados Unidos, confirmado pelas autoridades americanas.

A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". Ele não deu mais detalhes de imediato.

O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, tendo sido transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters.
 
As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho.

A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis.

A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal após ataques israelenses ao Irã.

O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.

Tensão entre os EUA e o Irã
 
A última reunião entre os países ocorreu na quinta (26), em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (1).

Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear.

O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio.

O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.

O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.
 
Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.

Cerco no Oriente Médio
 
Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.

Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.

Onda de protestos
 
A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano, após uma onda de protestos contra o o regime do aiatolá Ali Khamenei. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, deixando milhares de manifestantes mortos.

À época, Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a "matança" continuasse, mas os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear - foi quando começaram as negociações.
 
Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Desta vez, de estudantes que retomavam o semestre estudantil. Teerã novamente advertiu os manifestantes a não ultrapassarem "limites".

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"