
O mundo observa uma escalada no Oriente Médio: enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descarta qualquer conversa e fala em uma nova onda de ataques, do lado do Irã há ameaças para atacar os centros econômicos da região e atingir também o fluxo de energia global com o fechamento do Estreito de Ormuz.
As falas indicam que o conflito, iniciado no último fim de semana, não tem data para acabar. Os dois lados – Estados Unidos, com o apoio de Israel, e Irã – lançaram importantes ataques nesta terça-feira (3):
O prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, responsável por escolher o próximo líder supremo do país, foi bombardeado pelo Exército de Israel. Segundo a imprensa israelense, todos os 88 aiatolás estavam presentes. Porém, ainda não se sabe se eles foram mesmo atingidos.
Já o Irã afirmou ter atacado o consulado dos Estados Unidos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Washington não confirmou se o prédio foi, de fato, atingido, mas disse ter controlado um incêndio nas proximidades.
"Não vamos ter uma guerra sem fim", chegou a afirmar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em entrevista à TV americana Fox News. Já Trump falou em "quatro ou cinco semanas" de conflito, mas que o país está pronto para sustentar os ataques por mais tempo.
O conflito começou após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado (28). Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.
No Irã, 787 pessoas morreram, com base em informações do Crescente Vermelho, braço da Cruz Vermelha que atua no Oriente Médio. Pelo menos seis soldados americanos também morreram.