
Um levantamento da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban) mostra que, na capital, 215.231 economias (famílias) não possuem ligação à rede de esgoto. Segundo cálculo da Agência, considerando que a cidade possui média de 2,1 habitantes por moradia (h/m), 451.985 habitantes não têm acesso ao serviço de esgotamento sanitário, o equivalente a 60,1% da população de Natal, que é de 751.300 habitantes, conforme dados do IBGE. Ou seja, o equivalente a cerca de seis em cada dez moradores da capital. A zona Norte da capital está entre as mais afetadas pela ausência desse tipo de serviço.
Ainda de acordo com o levantamento da Arsban, apenas o bairro de Igapó, naquela região da cidade, possui rede de esgoto ativa. Na zona Sul, contam com o serviço os bairros de Ponta Negra, Candelária, Capim Macio, além de partes de Neópolis, Lagoa Nova e Nova Descoberta. Na zona Oeste, são contemplados os bairros de Cidade da Esperança, Cidade Nova (Nova Cidade), Nossa Senhora de Nazaré, parte do bairro Bom Pastor, Dix-Sept Rosado, Quintas e Bairro Nordeste.
Lagoa Seca, Bairro Vermelho, Alecrim, Tirol, Cidade Alta, Petrópolis, Ribeira, Rocas, Mãe Luiza, Areia Preta, Praia do Meio e Santos Reis são as localidades da zona Leste de Natal com acesso a esgotamento sanitário. A reportagem procurou a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para comentar os dados, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. A grande expectativa para reverter os números atuais se dá em torno do início das operações da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jaguaribe, na zona Norte.
A ETE teve a fase de testes anunciada para o mês passado. A Caern não confirmou o andamento desta etapa, que é necessária para a operação plena do equipamento, ainda sem previsão de início divulgada pela Companhia. A referida Estação de Tratamento irá elevar a cobertura do serviço na zona Norte, que atualmente é de 3%, para 43% com as operações do primeiro módulo. Já as operações do segundo módulo elevarão a cobertura da região para 95%. Em toda a capital, a cobertura que hoje é 40% passará a 80% quando a ETE estiver funcionando na integralidade.