Economia
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país, modalidade que responde por boa parte do endividamento.

Os dados se referem a janeiro deste ano.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso quer dizer que quase a metade da população brasileira tem cartão de crédito, pois a população do país estava estimada em 213 milhões de habitantes em julho de 2025.

Segundo ele, as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais de forma recorrente, ou seja, como parte de sua renda, e que isso deveria ser alvo de uma discussão estrutural.

"Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
 
Segundo ele, uma eventual "limitação de preço", ou seja, da taxa de juros cobrada, pode produzir limitação de oferta do crédito. "Então pode aumentar situação de desconforto, tema que vem sendo debatido bastante dentro do Banco Central", declarou.

De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas.

Segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo somou 425% ao ano em janeiro. Trata-se da modalidade mais cara do mercado financeiro.

Em doze meses até janeiro, o estoque dessa modalidade subiu 31%, atingindo R$ 84,8 bilhões (o maior crescimento registrado no crédito livre para pessoas físicas).

Lula preocupado com endividamento
 
A declaração acontece em um momento no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está demonstrando preocupação maior com o nível de endividamento da população que, segundo dados do próprio BC, está entre os maiores níveis das últimas décadas.

"Falei para meu ministro da fazenda [Dario Durigan] pra gente resolver a dívida das pessoas. Não quero que deixem de endividar para ter coisas novas na vida, mas ver como a gente faz pra facilitar o pagamento do que devem", disse Lula, em evento nesta quinta, em Anápolis (GO).

Inflação aumentou endividamento
 
De acordo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, houve quatro choques econômicos nos últimos anos que impulsionaram a inflação nos últimos anos: Covid, guerra na Ucrânia, guerra tarifária dos Estados Unidos e agora o conflito no Oriente Médio.

Por conta disso, apesar dos juros altos, os preços relativos subiram nos últimos anos.

"O cidadão vê os preços. Entende pouco de IPCA, mas vê o preço do leite e do pão. A gente vem de quatro choques consecutivos. Mesmo que consiga controlar a inflação, os preços subiram quatro degraus. Isso se soma ao que está impactando orçamento das famílias", explicou Galípolo, do BC.
 
Dest, explicou ele, houve um impacto na renda do trabalhador brasileiro, que buscou complementá-la com financiamentos junto aos bancos. "Cresceu o número de cartões crédito" observou ele.

Por fim, o presidente do Banco Central afirmou que é preciso que os trabalhadores busquem linhas de crédito mais compatíveis com renda, não usando o crédito rotativo como complemento de renda - pois essa linha de crédito tem taxas "punitivas".
 

 

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"