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No pronunciamento em horário nobre e programado para o Dia da Mentira, foi mais difícil levar o presidente Donald Trump a sério. As tentativas para convencer os norte-americanos de que seus objetivos no Irã serão atingidos em breve caíram no vazio, num repeteco de declarações confusas, que ele vem proferindo há 32 dias.

O maior indicativo da falta de clareza do presidente é que imediatamente o petróleo subiu 7%, e as bolsas asiáticas caíram. Ou seja, a investida para acalmar os ânimos e recuperar a mirrada aprovação à guerra parecia fracassada no minuto final dos 19 minutos do discurso.
 
Trump parecia cansado, ao aglutinar frases messiânicas com pouco nexo: “o pior já passou”, “nunca na história de guerras um inimigo sofreu perdas tão claras e devastadoras em larga escala em questão de semanas”; o conflito terminará em duas ou três semanas, período em que “o Irã será atacado com toda a força”; o país voltará à Idade da Pedra, sem representar nenhuma ameaça; e o Estreito de Ormuz “vai se abrir naturalmente”.

O presidente referiu-se vagamente à mudança do regime no Irã, assegurando que, embora este não fosse um objetivo dos EUA, foi alcançado com a morte de seus líderes. Sustentada pela poderosa Guarda Revolucionária, a estrutura de poder da República Islâmica, contudo, tem se mostrado operacional durante o conflito.

As bravatas de Trump, ao cantar vitória e exaltar a aniquilação da Marinha, da Força Aérea e da capacidade de produzir mísseis e drones do Irã, contrastavam com a renovação de ameaças, como bombardear a infraestrutura energética do país, caso a liderança iraniana não chegue a um acordo.
 
Que acordo? O regime rechaçou com veemência a lista de 15 exigências apresentada pelos EUA para encerrar a guerra e não parece disposto a fazer concessões e desmentiu os anúncios de cessar-fogo anunciados por Trump.

Num gesto provocativo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta aos norte-americanos, pouco antes do pronunciamento de Trump, questionando se a guerra contra seu país está colocando os interesses dos EUA em primeiro lugar.

O presidente norte-americano se preocupou mais em justificar-se sobre os motivos que o levaram a atacar o Irã do que em anunciar um plano claro para sair dela. Fez apenas uma breve menção ao material nuclear, não falou sobre a retirada da Otan, amplamente alardeada durante o dia, nem anunciou planos para enviar tropas terrestres.
 
Mostrou-se mais preocupado em dirigir-se ao público norte-americano do que ao Irã. Nada que tenha falado foi surpresa, mas as palavras ambíguas do presidente americano deixaram em dúvida se o conflito vai escalar ou arrefecer.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"