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Os ônibus de linhas intermunicipais e que atendem a região metropolitana de Natal voltaram a circular no fim da tarde desta segunda-feira (6) após uma paralisação dos motoristas, que começou pela manhã.

O protesto afetou o transporte de passageiros em várias regiões do estado durante o dia.

O movimento foi motivado pelo aviso feito pelas empresas aos trabalhadores de que pagariam salários de forma parcelada em março, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro).

O sindicato ainda alega que parte das empresas realizaram demissões, mas não garantiram o pagamento dos direitos previstos para rescisão de contrato aos trabalhadores.
 
A trégua foi estabelecida após uma reunião que contou com representantes das empresas, do governo do Rio Grande do Norte e dos motoristas.

Ficou decidido ainda a abertura de uma mesa de negociação com a categoria.

"Nós vamos sentar na mesa de negociação permanente de hoje até sexta-feira para que a gente encontre um mecanismo para o estado poder custear as empresas para que a gente possa continuar operando", explicou o diretor técnico da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Almir Bonora.

"Enquanto isso, todas as demissões que foram anunciadas estão suspensas e o pagamento dos salários será colocado em dia até amanhã [terça]", completou.
 
Segundo o presidente do sindicato da categoria, Júnior Rodoviário, a Rodoviária de Natal, que havia sido cercada por ônibus após a paralisação, foi liberada, e os veículos voltaram a rodar normalmente.

"O secretário [chefe do Gabinete Civil do RN] pediu uma trégua. Essa trégua, em outras palavras, era para voltar as atividades. E o sindicato colocou em mesa que poderíamos voltar desde que suspendesse a negociação e garantisse o pagamento", explicou o Júnior Rodoviário.

Segundo o chefe do Gabinete Civil do RN, Raimundo Alves, até sexta-feira, os representantes dessas três frentes seguem na mesa de negociação para encontrar uma solução. Ele reforçou que o governo já dá outros subsídios para a operação das empresas.

"O governo já tem alguns subsídios para a área de transporte. E especificamente nessa situação nós vamos estudar e encontrar uma solução de comum acordo com todas as partes", falou.

Motoristas pararam pela manhã
 
Segundo o sindicato, quase 400 carros ficaram parados ao longo da manhã. Uma fila de veículos estacionados foi vista na Rodoviária de Natal.

Segundo o presidente do Sintro, Júnior Rodoviário, os motoristas foram informados pelas empresas sobre salários parcelados em março, o que gerou a manifestação.

"Eles colocam um aviso que não sabe quando vai pagar. Mandaram aviso para os trabalhadores, sem comunicação com o sindicato, que iam parcelar esse pagamento de uma forma escalonada, sem discussão com os trabalhadores", afirmou o sindicalista.
 
Segundo Júnior Rodoviário, os trabalhadores não paralisaram na última sexta-feira (3), por respeito aos usuários que viajavam para aproveitar o feriado de Páscoa com suas famílias.

"Uma empresa demite 50 trabalhadores sem previsão dessas rescisória e aí compra uma briga. Se é para prejudicar todo mundo, vamos para a luta, garantir os direitos, porque trabalhador tem que receber suas verbas essenciais", acrescentou.

Empresas alegam dificuldades
 
A proposta de parcelamento dos salários foi confirmada ao g1 por Eudo Laranjeiras, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) e do sindicato que representa as empresas no Rio Grande do Norte.
 
Ele alega que as empresas passam por dificuldades causadas principalmente pelo aumento do preço do óleo diesel, em cerca de 30%, ao longo das últimas semanas. De acordo com ele, o combustível é o insumo mais caro na operação do sistema de transporte.

"Ou a gente paga o óleo, ou paga o motorista. Quer dizer, eu posso pagar o motorista parcelado, mas o óleo diesel, para chegar, eu tenho que pagar. Se eu tiver motorista, tiver tudo no lugar, mas não tiver o diesel, não rodo. Eu também entendo que o profissional tem que receber, mas a gente queria parcelar esse salário deles enquanto surge alguma coisa", afirmou.
 

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"