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Com vetos da China e da Rússia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta terça-feira (7) uma resolução que previa o uso da força no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos.

A resolução estipulava que países poderiam usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito, um dos grandes pontos de tensão da guerra no Oriente Médio.
 
No entanto, a medida já enfrentava oposição da China, Rússia e França, três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — os membros permanentes têm o poder de vetar qualquer medida em votação no conselho da ONU.

A França acabou cedendo após o Bahrein, que propôs a resolução, retirar o caráter obrigatório do texto original. China e Rússia, no entanto, mantiveram a oposição inicial e vetaram a medida. Os embaixadores dos dois países anunciaram, no entanto, que proporão ao Conselho de Segurança uma nova resolução para tentar destravar o bloqueio no Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O Irã praticamente fechou a passagem, o que desencadeou repercussões nos preços mundiais do petróleo e do gás.

Pequim justificou o veto argumentando ser contra o uso da força — embora venha adotando uma postura neutra na guerra, a China costuma mostrar alinhamento pragmático com o Irã, de quem é o principal comprador de petróleo.

O embaixador chinês também disse achar que não seria bom aprovar a resolução no mesmo dia em que Donald Trump prometeu extinguir "toda uma civilização" no Irã. A votação ocorreu ainda em um dia decisivo no conflito, por conta do ultimato dado por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz.

EUA e Israel também intensificaram ataques nesta terça.
 
Já o embaixador da Rússia na ONU criticou a resolução, que disse condenar ataques de apenas um dos lados, o do Irã. E disse ver "elementos desequilibrados, imprecisos e confrontadores no texto".

A votação, que inicialmente ocorreria na semana passada, foi adiada para tratativas entre diplomatas para tentar desbloquear os vetos. O esboço final autoriza o uso da força "por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma".

A França concordou em apoiar a medida após as negociações, mas Rússia e China se negaram a apoiá-la mesmo após a flexibilização.

O que previa o texto da resolução:

A última versão do projeto de resolução condena os ataques iranianos contra navios e "encoraja fortemente os Estados" envolvidos a "coordenar esforços, de natureza defensiva e proporcionais às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive escoltando navios mercantes e comerciais".

O texto também exige que o Irã "cesse imediatamente todo ataque contra os navios" que transitam por essa via marítima e "toda tentativa" de impedir a livre navegação.

Além disso, indica que o Conselho poderá "considerar outras medidas" contra aqueles que a comprometam.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"