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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (9) que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

"Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível. As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse Netanyahu em comunicado.

No mesmo dia, um deputado do Hezbollah disse que o grupo extremista rejeita qualquer conversa direta entre Israel e Líbano, segundo a agência de notícias AFP.

As declarações acontecem após Israel realizar na quarta-feira (8) a "maior onda de bombardeios" contra o Líbano desde o início da guerra no Oriente Médio.

Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos. O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos.

O Exército israelense admitiu que atingiu áreas densamente povoadas no Líbano com seus mísseis e alegou que foi necessário porque membros do Hezbollah se esconderam entre os civis. A pasta disse também que emitiu ordens de evacuação para as regiões que seriam alvejadas.
 
Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel contra o Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.

Líbano defende cessar-fogo
 
Ainda de acordo com a Reuters, citando um alto funcionário libanês que falou de forma anônima, o Líbano passou as últimas 24 horas defendendo um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas.

A proposta é uma "via separada, mas com o mesmo modelo" da frágil trégua de 20 dias intermediada pelo Paquistão entre os EUA e o Irã. O funcionário afirmou que ainda não há data nem local definidos, mas que o Líbano precisa dos EUA como mediador e garantidor de qualquer acordo.

Segundo o site americano Axios, o primeiro encontro entre os governos israelense e libanês ocorrerá no Departamento de Estado dos EUA, em Washington, e deve ser na semana que vem.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"