Policial
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O policial militar afastado das ruas após acusação de agressão durante uma abordagem na Vila de Ponta Negra, em Natal, decidiu dar sua versão sobre o que aconteceu na tarde do dia 4 de abril. Segundo ele, não houve qualquer tipo de violência física e a palavra “tapa”, que aparece no vídeo que viralizou, foi usada apenas como figura de linguagem.

De acordo com o relato do militar, a equipe do Tático Delta 01 realizava uma abordagem a ocupantes de um veículo em situação de fundada suspeita. Ele afirma que o procedimento seguiu o protocolo padrão, com respeito ao condutor, e que a esposa e o filho do abordado permaneceram dentro do carro, sem qualquer interferência.

O problema, segundo o policial, começou quando uma mulher, identificada como tia da criança e gerente de uma pizzaria local, invadiu o perímetro de segurança, abriu a porta do veículo e retirou o bebê do colo da mãe. O comandante da guarnição teria ido orientá-la sobre a necessidade de se manter afastada. A resposta, segundo ele, veio com xingamentos e gritos.

O militar relata que a mulher proferiu ofensas, desacatou os policiais e não permitiu que a equipe se explicasse em nenhum momento. Ele admite que, diante da situação, o comandante respondeu em tom equivalente e usou a expressão “tapa na cara”, repetindo um termo que a própria mulher havia utilizado antes. Segundo o policial, tratou-se apenas de uma conotação, sem qualquer contato físico.

O relato também aponta que o vídeo que circulou nas redes sociais foi gravado pela pessoa que conduzia o veículo que trouxe a mulher até o local, o que, na visão do policial, sugere uma ação coordenada para atrapalhar a abordagem.

O militar chamou atenção para a gravidade da interferência. Segundo ele, a Vila de Ponta Negra é classificada como “área vermelha”, com alto índice de criminalidade. Ele afirma que, poucas semanas antes, houve confronto no mesmo local entre policiais e criminosos armados com fuzis calibre 556 e 762, com mais de cem disparos registrados. Na ocasião, uma arma de fogo foi apreendida e um indivíduo morreu.

Na avaliação do policial, a atitude da mulher ao retirar a criança do carro e se aproximar da abordagem colocou vidas em risco. Ele argumenta que, caso criminosos armados estivessem nas proximidades e abrissem fogo contra a guarnição, a mãe e o bebê, que estavam protegidos dentro do veículo, poderiam ter sido atingidos.

O militar ainda descreveu um padrão de obstrução que, segundo ele, se repete na região. Crianças nas ruas, mulheres gritando e moradores filmando com celulares de forma intimidatória seriam estratégias usadas pela comunidade, sob influência de facção criminosa, para impedir o trabalho policial. A área de mata ao redor da Vila também dificultaria o patrulhamento.

O policial encerrou o relato reforçando que a equipe sempre respeitou os cidadãos, incluindo crianças e idosos, e que o objetivo da abordagem era prevenir crimes e proteger a sociedade.

A Polícia Militar do RN já havia confirmado o afastamento do policial para apuração dos fatos.

Blog do Ed
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"