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Nos três anos do 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove uma série de ações para marcar a data. O objetivo da programação é reforçar o compromisso com a democracia no país.

Na abertura da exposição "8 de janeiro: Mãos da Reconstrução", no Espaço do Servidor na sede do tribunal, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o episódio "foi um ato premeditado, pautado pela negação do diálogo".

"O dever da Corte é evitar que o tempo promova uma anestesia do malfeito", prosseguiu.
 
Na ocasião, ele também saudou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski — que deve deixar o governo ainda este mês — e o advogado-geral da União, Jorge Messias, pelos serviços prestados.

Messias foi indicado para ocupar a vaga no Supremo deixada pelo ministro Luís Roberto Barros, que anunciou sua aposentadoria em outubro do ano passado.

Depois do recesso, o tribunal retoma o julgamento das ações penais contra envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Foram abertos no Supremo, ao todo, 1.734 processos sobre os atos de 8 de janeiro. Eles partiram de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PRG), que apontou crimes como:

organização criminosa;
golpe de Estado;
abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
dano ao patrimônio.
 
Segundo levantamento do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, 1.399 réus já foram responsabilizados pelo STF. Desses, 179 estão presos no momento.

Eventos no Supremo
 
Após a exposição, no Museu do Tribunal, será exibido o novo documentário “Democracia Inabalada”: Mãos da Reconstrução".

A programação prevê ainda uma mesa-redonda: "Um dia para não esquecer", no Salão Nobre da Corte.
Os eventos terão a presença do presidente Edson Fachin; do decano Gilmar Mendes e da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia.

Retomada de julgamentos
 
Em fevereiro, o Supremo volta do recesso e retoma o julgamento de processos — entre eles, dos réus envolvidos nos atos golpistas.

Ainda tramitam no tribunal 346 ações penais, em fase final.
 
Além disso, há 98 denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República na etapa de defesa prévia - a maioria delas envolve os financiadores das ações ilegais.

Os casos voltam a andar e podem levar a novos processos.

A Corte já determinou 810 condenações de acusados de participação nos crimes. Por outro lado, deu aval a 564 acordos de não-persecução penal.

Esses acordos são fechados entre o Ministério Público e os investigados, que se comprometem a reparar danos e a cumprir medidas restritivas para evitar a prisão.
Eles já renderam mais de R$ 3 milhões para o ressarcimento de prejuízos causados pela destruição.

Trama golpista
 
Além dos casos de acusados de participação direta nas ações de 8 de janeiro, o Supremo analisa as ações penais da chamada trama golpista — os réus que participaram da organização criminosa que atuou pela ruptura democrática.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as ações deste grupo têm ligação direta com o 8 de janeiro.

Quatro ações penais foram julgadas no ano passado, resultando em 29 condenações. Dois réus foram absolvidos.

O processo contra o núcleo crucial já foi encerrado. Com isso, sete réus já cumprem a pena, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Três ações penais ainda devem se desdobrar para a fase de recursos.

G1
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Comentários dos Leitores

Rafael Bezerra comentou
"E o que deu a explosão de Alcântara, onde morreram todos os 21 técnicos e cientistas do programa espacial Brasileiro? Ficou como simples acidente. Uma pena, na semana seguinte, estaríamos para lançar nossos satélites e competir com EUA, Rússia, China e Japão, em grande vantagem de economia de combustível."
Rafael Bezerra comentou
"Tamo mal, no quesito segurança."
Rafael Bezerra comentou
"Vixi! lá vem esses loucos negacionistas, de novo."
Socorro Benevides comentou
"VENDA ESSA PORCARIA"
Socorro Benevides comentou
"Quem está golpeando o país descaradamente é justamente quem ta julgando. Esse país é um cabaré"