
Presidente dos Estados Unidos pressiona grupo palestino para implementação do plano proposto por ele para cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à CNN que o grupo palestino Hamas enfrentará “extinção completa” caso se recuse a ceder o poder e o controle da Faixa de Gaza, em meio aos esforços contínuos para levar adiante seu plano de cessar-fogo proposto.
“Extinção completa!”, disse Trump ao jornalista Jake Tapper, da CNN americana, quando questionado por mensagem de texto no sábado (4) sobre o que aconteceria se o Hamas insistisse em permanecer no poder.
Tapper pressionou o presidente sobre a resposta do grupo à proposta dele de cessar-fogo de 20 pontos, citando a interpretação do senador Lindsey Graham de que o Hamas havia efetivamente rejeitado o plano ao insistir em “nenhum desarmamento, mantendo Gaza sob controle palestino e vinculando a libertação de reféns a negociações”.
O presidente disse que espera clareza “em breve” sobre se o Hamas está genuinamente comprometido com a paz.
“Sim para Bibi”, afirmou Trump, quando questionado se o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está totalmente de acordo com o fim da campanha de bombardeios em Gaza e apoia a visão mais ampla do presidente.
Trump acrescentou que está esperançoso que sua proposta de cessar-fogo se torne realidade e enfatizou que está trabalhando duro para alcançá-la.
No sábado (4), o presidente afirmou que Israel concordou com a linha de retirada inicial delineada em seu plano de cessar-fogo proposto para Israel e o Hamas.
Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que o governo agora aguarda a confirmação do Hamas.
Se o Hamas concordar, continuou Trump, um cessar-fogo entrará em vigor “imediatamente” e uma troca de reféns e prisioneiros terá início.
Trump também disse no sábado que Israel havia suspendido temporariamente os ataques aéreos em Gaza, chamando-os de um passo crítico para finalizar um acordo de cessar-fogo, garantir a libertação de reféns e alertou o Hamas para agir rapidamente.
No mesmo dia, no entanto, pelo menos 67 pessoas em Gaza morreram devido aos ataques israelenses, segundo funcionários de hospitais do território palestino.